O engodo climático dos países ricos
O economista dinamarquês Bjorn Lomborg e o economista indiano Indermit Gill, que acaba de deixar o cargo de economista-chefe do Banco Mundial, assinam artigo no Wall Street Journal em que criticam as políticas climáticas das instituições multilaterais. Segundo eles, o Banco Mundial e outros bancos de desenvolvimento "perderam o foco sobre as melhores maneiras de ajudar os pobres".
Os autores afirmam que, em 2025, o financiamento climático de bancos multilaterais de desenvolvimento para países de baixa e média renda ultrapassou US$ 103 bilhões — quase metade de todo o seu financiamento. Só o Banco Mundial destinou 48% de seus empréstimos ao financiamento climático. Para Lomborg e Gill, a lógica de que a política climática é crucial para o desenvolvimento dos pobres é "sedutora, mas equivocada": políticas voltadas a objetivos tradicionais, como redução da pobreza e melhoria da saúde, "geralmente vencem de forma decisiva".
Eles citam a energia como exemplo e apontam hipocrisia nas exigências feitas aos países pobres. "Exigir que as nações africanas alcancem — com uma fração dos recursos — o que a Alemanha não consegue não é liderança climática. É hipocrisia", escrevem. Os autores defendem priorizar problemas urgentes e de baixo custo antes de gastar trilhões para tentar alterar a temperatura daqui a um século.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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