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Motel de R$ 3 mil a diária: o Lush quer matar o estigma e virar “resort urbano”

Atualizado em 29/08/2026 às 11:00 schedule 3 min de leitura visibility 27 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um antigo motel de gestão familiar no bairro do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, deu origem a um projeto ambicioso: o Lush, um motel de luxo com diárias que podem ultrapassar R$ 3 mil. A proposta é afastar o estigma do setor e disputar um espaço maior no tempo que casais reservam para entretenimento e lazer.

O negócio é um dos braços da LHG, empresa de gestão de motéis que nasceu do próprio Lush. Hoje, a companhia opera motéis próprios, administra empreendimentos de terceiros e presta consultoria a redes nos Estados Unidos e no Equador. "No começo, nós chamávamos o Lush de 'Urban Private Resort'. Era um slogan para mostrar esse conceito de tudo que um resort oferece em termos de entretenimento e lazer, mas no formato privativo dentro de uma cidade", afirma o diretor da LHG, Felipe Martinez.

Martinez e Leonardo Dib, também diretor da LHG, assumiram a gestão do antigo motel Concavo e Convexo, fundado em 1990, do qual seus pais eram sócios. A renovação abandonou os clichês do motel tradicional: o tema erótico deu lugar a um "design lúdico". O quarto mais caro da primeira unidade tem piscina aquecida, sauna a vapor, cascatas, hidromassagem com cromoterapia e área externa com teto solar. Os hóspedes podem escolher entre dayuse (das 13h às 19h), pernoite (das 20h às 12h) e diária (check-in às 15h e saída às 12h do dia seguinte).

O sucesso da primeira unidade abriu caminho para a expansão da LHG em 2017. A empresa abriu outra unidade do Lush na Lapa e o Andar de Cima, um híbrido de hotel e motel no prédio da Love Cabaret, no centro de São Paulo. Com o custo de capital alto, a companhia adotou um modelo "asset light", sem grandes aportes em ativos físicos, e passou a administrar motéis em Brasília e Campinas, com remuneração baseada em participação nos lucros. Também oferece consultoria a uma rede em Quito, no Equador, e a outra nos estados da Flórida e do Texas, nos EUA.

Em 2025, o faturamento da LHG chegou a R$ 54 milhões, com projeção de R$ 68 milhões para 2026. A margem EBITDA nas unidades maduras fica em torno de 35%. A rotatividade maior dos quartos, com ocupação entre 150% e 160%, permite que os motéis sejam viáveis com menos quartos que hotéis tradicionais. No Lush, o ticket médio é de cerca de R$ 700. A companhia negocia com investidores e fundos imobiliários para financiar um pipeline de 7 a 10 novas unidades nos três anos seguintes ao investimento, com aporte estimado em R$ 100 milhões.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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