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De Luís 14 ao TikTok: por que 'farmamos aura' há séculos

Atualizado em 29/08/2026 às 11:50 schedule 2 min de leitura visibility 27 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Embora pareça uma tendência recente das redes sociais, a obsessão por parecer interessante sem demonstrar esforço é uma prática antiga. Na linguagem da internet, ter "aura" significa possuir um magnetismo difícil de explicar — presença, confiança e estilo — e "cultivar aura" é agir para aumentar esse capital invisível. O Dicionário Cambridge já incluiu o termo, e a piada dos "+1.000 pontos de aura" funciona porque todos entendem o que está sendo julgado.

A palavra é nova, mas o comportamento remonta a séculos. No século 17, Luís 14 cultivava sua aura em escala estatal em Versalhes, onde a etiqueta e a proximidade com o monarca comunicavam posição social. No início do século 19, o dândi George "Beau" Brummell aperfeiçoou a arte de parecer que não se esforçava, seguindo o conceito de sprezzatura formulado por Baldassare Castiglione em 1528: executar algo difícil fazendo parecer fácil. Hoje, as "batalhas de aura" levam essa competição ao extremo, lembrando as batalhas de breakdance dos anos 1970 — não basta ser bom, é preciso dominar a cena e ser reconhecido.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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