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Meta: novo agente de IA Muse recebe ótimas avaliações e ações saltam mais de 11%

Atualizado em 21/09/2026 às 20:50 schedule 3 min de leitura visibility 40 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Muse, novo agente de inteligência artificial da Meta Platforms, subiu rapidamente ao topo das listas de aplicativos móveis, sinal de que a empresa está ganhando força no concorrido mercado de assistentes de IA para o consumidor. O desempenho impulsionou as ações da companhia, que avançaram 11,4% na segunda-feira, a US$ 741,25. Com isso, o papel acumula alta de quase 30% em setembro, o melhor mês em 13 anos. Até o fechamento de sexta-feira, a valorização no ano era de cerca de 0,9%.

Na segunda-feira, o Muse era o aplicativo gratuito número 1 nas lojas da Apple (iOS) e do Google Play nos Estados Unidos. Segundo Abe Yousef, analista sênior de insights da Sensor Tower, o assistente, disponível para maiores de 18 anos, foi baixado mais de 902 mil vezes nos seis dias seguintes ao lançamento, em 8 de setembro. O número supera os 773 mil downloads do antecessor Meta AI no mesmo período pós-lançamento. O Muse também está disponível dentro do WhatsApp, que pertence à Meta, o que indica que pode ter ainda mais usuários além dos downloads do aplicativo independente.

A principal diferença em relação ao Meta AI, versão anterior, é a capacidade de responder com base no conteúdo social dos usuários, como Facebook Marketplace e Instagram, além de se conectar a serviços de terceiros como Gmail, Calendários da Apple e do Google, OpenTable ou outros sites por meio de um navegador. O Muse permite criar agentes de IA personalizados, ferramentas que podem ser enviadas para a web para concluir tarefas digitais em nome do usuário. O aplicativo é gratuito dentro de certos limites, mas uma assinatura de US$ 20 ou US$ 100 por mês oferece mais tokens semanais.

Em relatório divulgado na segunda-feira, analistas da Evercore ISI, liderados por Mark Mahaney, escreveram que a Meta tem "um sucesso em mãos com o Muse", o que representa "um sinal muito concreto de inovação de produto bem-sucedida" e comprova que os investimentos de US$ 200 bilhões da empresa em IA "não foram em vão". As tendências de uso sugerem, segundo os analistas, "um novo fator potencialmente muito impactante" para o uso e o engajamento da Meta, com "novas oportunidades substanciais de monetização" em publicidade, assinaturas e compartilhamento de receita de transações.

O sucesso inicial do Muse também impulsionou ações de fornecedores da Meta, principalmente fabricantes de microprocessadores. A Advanced Micro Devices teve alta de até 10%, ganho que, se mantido até o fechamento do mercado, elevaria seu valor de mercado para mais de US$ 1 trilhão. A Intel subiu até 15% e a Arm Holdings disparou 16%.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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