Lucas Ribeiro contraria direção nacional do PP e intensifica campanha pela reeleição de Lula
Cinco governadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistaram a reeleição já no primeiro turno, em 4 de outubro, consolidando uma base política no Nordeste. São eles: Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Elmano de Freitas, no Ceará; Rafael Fonteles, no Piauí; Lucas Ribeiro, na Paraíba; e Fábio Mitidieri, em Sergipe.
Entre os cinco, Lucas Ribeiro ganhou destaque por sua atuação na campanha presidencial, inclusive contrariando a orientação nacional de seu próprio partido. Ele é filiado ao Progressistas (PP), legenda que integra a Federação União Progressista, formada com o União Brasil. Nacionalmente, a federação declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Apesar disso, Lucas reafirmou o compromisso com a reeleição de Lula.
Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada em 8 de outubro, o governador afirmou que respeita a decisão nacional da legenda, mas que não abandonaria o posicionamento adotado durante o primeiro turno. Segundo ele, sua campanha estadual foi construída em associação com a candidatura do presidente, e uma mudança de posição após a eleição seria politicamente incoerente. Na Paraíba, o PT integrou a coligação que reelegeu Lucas, que obteve 64,3% dos votos válidos, superando Efraim Filho (PL), com aproximadamente 24,1%. O ex-governador João Azevêdo (PSB), também aliado de Lula, conquistou uma vaga no Senado.
Após a eleição, o governador participou de reuniões com Lula e outras lideranças em Brasília para discutir a estratégia do segundo turno. Em 7 de outubro, reuniu presidentes de partidos e representantes de sua base política em João Pessoa para organizar a mobilização em favor da reeleição presidencial, com o objetivo declarado de ampliar a votação de Lula na Paraíba, onde o presidente obteve aproximadamente 61% dos votos no primeiro turno.
O mapa nacional, no entanto, mostra os limites dessa aliança. Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, dez apoiaram Flávio Bolsonaro, cinco apoiaram Lula, quatro adotaram posição de neutralidade e um esteve alinhado a outra candidatura presidencial. Em sete unidades da Federação, as eleições para governador ainda serão decididas em 25 de outubro, simultaneamente à votação presidencial.
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