Homem que sacou arma em manifestação pacífica pró-Lula é PM que estava de folga
O homem que sacou uma arma de fogo durante uma manifestação pacífica de estudantes em apoio à reeleição do presidente Lula (PT), na noite de quinta-feira (8), em Sergipe, foi identificado como o sargento Manoel Messias dos Santos, da Polícia Militar estadual, que estava de folga no momento do episódio. A identificação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe na manhã desta sexta-feira (9), após a circulação de imagens e relatos de manifestantes. O caso foi revelado em reportagem do jornalista Carlos Madeiro, publicada pelo Uol.
Segundo a reportagem, o policial chegou de carro ao local onde os estudantes participavam do ato, nas proximidades da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no município de São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o veículo parado próximo aos manifestantes, que ocupavam as calçadas. Em seguida, o motorista desembarcou portando uma arma de fogo, provocando correria e momentos de pânico. Testemunhas relataram que ele teria efetuado disparos para o alto, informação que ainda estava sob apuração das autoridades. Os vídeos divulgados até aquele momento não registravam claramente os supostos tiros, e não houve registro oficial de pessoas atingidas.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a arma do policial foi recolhida e que ele será afastado das atividades de rua. O secretário estadual da Segurança Pública, João Eloy, determinou a adoção imediata das providências administrativas cabíveis pela Corregedoria da Polícia Militar. A medida é preventiva e administrativa, e não representa condenação antecipada. A Polícia Civil instaurará inquérito para esclarecer as circunstâncias da ocorrência, incluindo a verificação sobre a existência de disparos. Foi acionada uma perícia para exame residuográfico, e as autoridades recolhem imagens de câmeras da região.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFS e a União Nacional dos Estudantes (UNE) repudiaram o episódio em nota conjunta. As entidades afirmaram que a manifestação transcorria pacificamente, com apoio das equipes responsáveis pela organização do trânsito, e classificaram a conduta como tentativa de intimidação. A UFS também se manifestou, esclarecendo que o ato ocorreu em via pública, fora de suas dependências, e não foi organizado pela administração universitária. A instituição repudiou qualquer forma de violência ou intimidação e reafirmou seu compromisso com a segurança da comunidade acadêmica e com a liberdade de expressão.
A Corregedoria da Polícia Militar conduzirá a apuração administrativa, enquanto a Polícia Civil responderá pela investigação criminal. Até a publicação das informações consultadas, não havia notícia de conclusão dos procedimentos ou de condenação judicial. O policial tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência. O caso ocorreu durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Esta matéria foi publicada primeiro em Pragmatismo Político e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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