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Jamie Dimon: supremacia militar dos EUA mantém o dólar no topo — e isso pode mudar

Atualizado em 15/08/2026 às 06:05 schedule 2 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, alertou que a supremacia militar dos Estados Unidos é um dos fatores que sustentam a posição do dólar como principal moeda do sistema financeiro global — e que essa condição pode mudar. A declaração foi feita em meio a um cenário de tensões geopolíticas e questionamentos crescentes sobre o papel da moeda americana nas reservas internacionais.

Na avaliação de Dimon, a força militar americana dá credibilidade ao dólar e inspira confiança em governos e investidores ao redor do mundo. Sem esse respaldo, argumenta o executivo, a hegemonia da moeda poderia ser desafiada com mais facilidade por alternativas como o yuan chinês ou outras divisas de economias emergentes.

O alerta do banqueiro ocorre em um momento em que países como China e Rússia têm buscado ampliar o uso de moedas locais em transações comerciais e reduzir a dependência do sistema financeiro centrado nos EUA. Movimentos de desdolarização vêm ganhando força em fóruns internacionais, ainda que o dólar continue sendo a moeda mais usada no comércio global e nas reservas dos bancos centrais.

Dimon não detalhou cenários específicos de como essa mudança poderia ocorrer, mas o tom do aviso reforça a percepção de que a hegemonia monetária americana não é um dado permanente. Para o CEO do maior banco dos EUA, a combinação entre poder militar e estabilidade institucional é o que sustenta a confiança no dólar — e qualquer erosão nesses pilares pode abrir espaço para um sistema financeiro mais fragmentado.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial, a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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