Iraque, o novo patriarca caldeu: "O retorno dos cristãos é o maior desafio"
O novo patriarca da Igreja Caldeia no Iraque, Polis III Nona, afirmou que o retorno dos cristãos ao país é o maior desafio de seu mandato. Em declarações recentes, o líder religioso destacou a preocupação com os jovens que perderam a esperança e com a instabilidade regional, agravada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
Segundo o patriarca, a emigração contínua de fiéis é uma dor persistente para a comunidade cristã local. A saída de famílias e jovens do país, motivada por insegurança e falta de perspectivas, enfraquece a presença histórica dos caldeus na região. Polis III Nona ressaltou que a reconstrução da comunidade passa, necessariamente, pela criação de condições que tornem viável a permanência e o retorno dos cristãos.
O líder religioso também mencionou o impacto do cenário geopolítico sobre a população. A tensão entre os Estados Unidos e o Irã, que tem o Iraque como palco de disputas de influência, alimenta a instabilidade e dificulta qualquer esforço de normalização. Para o patriarca, a paz na região é pré-requisito para que os cristãos voltem a enxergar futuro no país.
Polis III Nona assumiu o cargo em um momento de encolhimento demográfico da comunidade caldeia, que já teve presença expressiva no Iraque e hoje conta com número reduzido de fiéis. A Igreja Caldeia, uma das mais antigas do cristianismo, mantém diálogo com autoridades locais e internacionais para buscar garantias de segurança e direitos para a minoria religiosa.
Detalhes sobre eventuais medidas concretas para estimular o retorno dos cristãos não foram divulgados pelo patriarcado. Ainda assim, a declaração reforça o alerta sobre o risco de esvaziamento total de uma das comunidades cristãs mais antigas do Oriente Médio.
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