Ibovespa recupera terreno e sobe com exterior e eleições, apesar de Vale e Petrobras
O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (21) em alta de 0,74%, aos 186.595,60 pontos, um avanço de 1.366,43 pontos em relação ao fechamento anterior. A máxima do dia foi de 187.434,25 pontos e a mínima, de 185.246,81. O volume financeiro negociado somou R$ 27,60 bilhões.
O desempenho foi sustentado por dois fatores principais: o ambiente eleitoral e o exterior. Segundo o material de mercado, as pesquisas de intenção de voto têm alimentado o otimismo dos investidores, que enxergam a possibilidade de mudança de governo em direção a um comando considerado mais "responsável fiscalmente". O pleito, no entanto, segue apontado como acirrado, à semelhança de 2022.
No câmbio, o dólar comercial caiu 0,70%, cotado a R$ 5,108 na venda, próximo da mínima de R$ 5,103. Os juros futuros (DIs) fecharam com baixas ao longo de toda a curva. Em Nova York, os principais índices registraram ganhos amplos, com o Nasdaq avançando mais de 2%, impulsionados pela queda do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.
Entre as ações, as blue chips não acompanharam o movimento positivo. Vale (VALE3) recuou 1,12%, apesar da alta do minério de ferro antes do feriado do Dia Nacional na China, e ainda ficou no radar por conta do investimento estratégico em minério em Carajás, com a compra de 30% da Ligga. Petrobras (PETR4) caiu 1,03%, pressionada por mais um dia de quedas do petróleo internacional.
Os bancos foram a base das altas: Bradesco (BBDC4) subiu 0,94%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,77% e Santander (SANB11) ganhou 1,53%. A B3 (B3SA3) teve alta de 3,64% e foi a ação mais negociada do dia. O setor de varejo também terminou todo no positivo, com destaque para Lojas Renner (LREN3), que subiu 3,76%, e Magazine Luiza (MGLU3), com 2,22%. Na ponta negativa, a maior queda foi de PRIO3 (-3,46%); na positiva, HAPV3 liderou com 8,05%.
Para esta terça-feira, o foco se volta à questão tarifária entre Estados Unidos e Brasil. O presidente Lula abre a Assembleia Geral da ONU e, na sequência, discursa o presidente dos EUA, Donald Trump. O mercado também aguarda a ata da reunião do Copom da semana passada, os números da arrecadação federal e o Boletim macrofiscal.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar