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Governos europeus e Otan aceleram planos militares para enfrentar a Rússia

Atualizado em 22/09/2026 às 15:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Governos da Europa e a Otan intensificaram nesta semana a preparação para um possível conflito direto com a Rússia, após uma série de ataques híbridos, sabotagens e violações de espaço aéreo atribuídos a Moscou. Diante da escalada, países como Alemanha, Polônia e França reforçam infraestruturas críticas e adaptam hospitais para lidar com cenários de guerra real.

Autoridades da Polônia, da França e da própria Otan alertam para a intensificação dos ataques híbridos — ações que misturam meios militares e não militares para desestabilizar um adversário. Nas últimas semanas, foram registrados incidentes envolvendo drones carregados com explosivos na Alemanha, violações do espaço aéreo nos países bálticos e sabotagens em infraestruturas logísticas. Um dos casos mais graves ocorreu no Aeroporto de Leipzig, onde um drone foi encontrado em área restrita. Para as autoridades, os episódios sugerem que Moscou está testando a capacidade de reação da aliança ocidental.

A Alemanha criou o Plano Operacional Alemanha, que integra as Forças Armadas com empresas e autoridades civis para transformar o país em uma base logística da Otan. O planejamento prevê a possibilidade de tratar até mil militares feridos por dia, o que motivou a análise para reativar hospitais e estruturas subterrâneas da época da Guerra Fria. A União Europeia, por sua vez, lançou uma estratégia que recomenda que a população mantenha suprimentos básicos para sobreviver por pelo menos 72 horas em casos de emergência extrema, com foco na resiliência de sistemas de energia e saúde.

Lituânia, Letônia e Estônia sofrem pressão constante com incursões de drones e manobras militares próximas às suas fronteiras. A Polônia elevou o estado de alerta após ataques russos ocorrerem a apenas dois quilômetros de seu território. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que o objetivo de Moscou é enfraquecer a confiança no Artigo 5 do Tratado da Otan, que garante proteção mútua entre os membros. Se a guerra na Ucrânia parar, a inteligência lituana acredita que a Rússia terá condições de reconstruir forças rapidamente no flanco oriental europeu.

Estudos de institutos como o ISW e o CSIS apontam que o Kremlin já executa uma campanha coordenada de ações cinéticas — atos físicos de sabotagem e agressão — contra a Europa. O objetivo seria intimidar governos para que reduzam o apoio à Ucrânia e provoquem divisões internas na Otan. Enquanto a guerra na Ucrânia consome recursos russos, a capacidade de Moscou para um conflito de larga escala é limitada, mas os especialistas alertam que a Rússia está reformulando sua economia e mobilizando sua população para um confronto prolongado contra o Ocidente no futuro próximo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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