'Fiz um teste para saber se minha vida seria curta — e isso me transformou'
Laura Sides tinha pouco mais de 20 anos quando soube, durante uma consulta médica do pai, que havia 50% de chance de herdar a mesma forma rara de Alzheimer de início precoce que ele desenvolvera. A chamada "variante de Londres" foi diagnosticada no pai quando ele tinha pouco mais de 40 anos. Sides abandonou a universidade para cuidar dele e, após a morte do pai em 2009, decidiu viajar sozinha e se estabeleceu em Melbourne, na Austrália.
Em 2013, procurou um especialista, que explicou que um teste genético poderia determinar com quase certeza se ela havia herdado a condição. Na época, ela recusou. Ao entrar na casa dos 30 anos, decidiu fazer o exame, após seis meses de aconselhamento genético. O resultado confirmou que ela herdou o gene, e os primeiros sinais de deterioração eram esperados entre os 46 e os 48 anos. "Fiquei com raiva. Achei tudo muito injusto", contou ela ao podcast Life Changing, da BBC Radio 4.
Hoje com 43 anos, Sides participou de estudos clínicos em vários países e diz não perder o sono pensando no que virá. Ela afirma que conhecer alguém e iniciar um relacionamento é difícil, mas descobriu que "posso ser amada apesar de tudo isso". Sobre a maternidade, que sempre imaginou para si, diz que "não seria justo". Hoje, diz, a vida é aproveitar as pequenas coisas ao lado de quem ama.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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