Família: escola de virtudes sociais, promotora de diálogo e paz
No mês vocacional de agosto, a segunda semana é dedicada a reavivar a alegria de ser e viver em família, considerada dom e chamado de Deus. A reflexão deste ano, inspirada na Encíclica Pós-Sinodal Familiaris Consortio, traz o tema “Família, seja o que você é!”. A proposta aponta para o valor transcendente da família, apresentada como a primeira instituição criada e desejada por Deus e configurada como o patrimônio espiritual mais valioso da humanidade.
Definida como célula mater da sociedade e escola do mais precioso humanismo solidário, a família é o espaço onde se aprendem virtudes sociais como justiça, solidariedade, compaixão, misericórdia, sacrifício e doação. É nela que nascem os vínculos fundamentais e permanentes do ser humano, como a nupcialidade, a paternidade, a maternidade, a filiação e a fraternidade. A paz, segundo a reflexão, começa em casa, por meio do perdão, da reconciliação, da paciência, do acolhimento e da hospitalidade.
A família também é apresentada como sujeito protagonista de uma ecologia integral, por ser o sujeito social primário que contém em seu seio os dois princípios básicos da civilização humana: o princípio de comunhão e o princípio de fecundidade. Nesse sentido, acreditar na família significa gerar futuro e esperança para o mundo, sendo ela caminho necessário e crucial para a sociedade e para a Igreja.
Diante do cenário eleitoral deste ano, a reflexão convida a renovar e discernir convicções sobre a missão da família em um projeto de nação justa, fraterna e inclusiva. O texto alerta para o risco de aderir a um discurso de familismo superficial e demagógico, defendendo a Carta dos Direitos da Família, apresentada pela Santa Sé em 22 de outubro de 1983. A proposta é que a família se torne sujeito e protagonista de políticas públicas que a respeitem, protejam e valorizem como recurso e fim de um verdadeiro desenvolvimento humano e cristão.
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