Entrevista: “Uma Igreja sinodal precisa resistir à tentação da lógica das torcidas e cultivar a cultura do encontro”
O assessor de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concedeu entrevista ao portal do Instituto Humanitas Unisinos (IHU) na qual analisa os desafios da cultura digital para a vida eclesial. Na conversa, o assessor defende que a Igreja, em seu processo sinodal, deve resistir à chamada "lógica das torcidas" — comportamento estimulado pelos algoritmos das redes sociais — e investir na "cultura do encontro".
Segundo o entrevistado, o ambiente digital tende a polarizar debates e a criar bolhas de opinião, nas quais os fiéis são tratados como torcedores que precisam defender um lado, em vez de participantes de uma comunidade de diálogo. Essa dinâmica, avalia, representa um risco para a prática sinodal, que pressupõe escuta, acolhimento e construção conjunta de caminhos.
O assessor também destacou que a cultura do encontro, proposta pelo Papa Francisco, é um antídoto à fragmentação promovida pelas plataformas. Para ele, a Igreja precisa ocupar os espaços digitais sem abrir mão do contato humano e da escuta qualificada, evitando tanto a demonização da tecnologia quanto a adesão acrítica às suas lógicas.
A entrevista aborda ainda os impactos da comunicação digital na formação das comunidades e na relação com os jovens, além de perspectivas para a ação pastoral no atual contexto. O portal do IHU publicou a íntegra da conversa, que integra uma série de reflexões sobre fé, sociedade e comunicação.
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