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Enem 2026: candidatos vivem expectativa sobre o tema da redação

Atualizado em 07/11/2026 às 18:20 schedule 4 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Cinco milhões de inscritos confirmados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 aguardam a definição do tema da prova de redação, que será aplicada no primeiro dia de provas. O conteúdo será revelado a partir das 13h30 deste domingo (8), no horário de Brasília, quando o exame começa nas salas de aplicação em mais de 1,7 mil municípios brasileiros.

Nas últimas edições, os eixos abordados foram variados, entre eles cidadania e direitos sociais, meio ambiente e sustentabilidade, saúde pública e mental, grupos vulneráveis e desigualdades, trabalho e economia, tecnologia e mídia. Os participantes terão de escrever um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas, a partir da situação-problema proposta, com apoio dos textos motivadores. Os candidatos poderão folhear o caderno até a última página para ler o comando da questão dissertativa.

Enquanto o tema não é conhecido, a rotina de quem busca melhor preparação inclui treinar a escrita à mão. É o caso da estudante Isadora Abreu, do 3º ano de uma escola privada de Brasília, que participa do exame como treineira desde o 1º ano do ensino médio. Ela conta que, neste ano, focou na prática e no aperfeiçoamento do uso de repertórios, com média de cerca de seis redações por mês entre o cursinho e a escola. A jovem pretende cursar medicina na Universidade de Brasília (UnB) ou na Escola Superior de Ciências da Saúde, mas não descarta outro destino pelo país.

Como estratégia, Isadora planeja administrar o tempo: começa lendo o tema e fazendo o projeto de texto e, se tiver facilidade, escreve a redação logo; caso contrário, avança em algumas questões enquanto pensa no conteúdo. Nos simulados, separou no máximo duas horas para rascunho, revisão e passagem a limpo, deixando 3h30 para o restante da prova. Ela também diz se preocupar com o uso de repertórios legítimos e produtivos, diante do rigor da banca do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contra os chamados repertórios de bolso, fórmulas prontas de citações.

Professor de língua portuguesa da rede pública do Distrito Federal há 23 anos, Flávio Miguel leciona no Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), em Taguatinga, para aproximadamente 280 estudantes, dos quais cerca de 80% farão a redação neste domingo. Entre as orientações repassadas, estão a construção de textos coerentes e coesos, com uso da língua portuguesa formal, sem expressões coloquiais ou chulas. Ele recomenda que o candidato entenda o tema proposto, conforme a Competência 2 avaliada pelo Inep, use repertórios validados e ligados aos argumentos e, na proposta de intervenção, respeite os direitos humanos, apresentando agente, ação, meio, finalidade e detalhamento. Sobre os conectivos, destaca que sua mera presença não garante coesão, sendo necessário que estabeleçam relações lógicas entre as ideias. Como palpite para o tema, aposta no eixo de economia e tecnologia, sem detalhá-lo.

Na reta final, os inscritos podem consultar a nova edição da “Cartilha do Participante 2026 – A Redação do Enem”, disponível para download no site do Inep. Há versões com orientações específicas para participantes surdos ou com deficiência auditiva, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou com dislexia, além da versão em Língua Brasileira de Sinais, disponibilizada em capítulos no canal do Inep no YouTube.

Esta matéria foi publicada primeiro em Educação · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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