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Ed Sheeran admite ter cometido 'erros' após polêmica pela exclusão de rapper pró-Palestina de sua turnê nos EUA

Atualizado em 20/09/2026 às 20:50 schedule 3 min de leitura visibility 43 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O cantor britânico Ed Sheeran pediu desculpas aos fãs por cometer "erros" ao abrir seu primeiro show desde que o rapper Macklemore foi retirado de sua turnê por fazer declarações pró-Palestina no palco. A apresentação ocorreu na Filadélfia, nos Estados Unidos.

Durante o show, Sheeran abordou a polêmica que envolveu a turnê e levou todos os seus artistas de abertura a desistirem. "Eu nunca quis ser um músico ativista, mas isso me colocou no meio de um importante e apaixonado debate sobre liberdade de expressão e a questão política mais complexa do planeta", afirmou. Ele disse que a decisão de retirar Macklemore foi tomada por seus promotores, não por ele.

O cantor descreveu os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 como "horríveis" e disseram que agravaram "séculos de dor judaica". Sobre Gaza, classificou a situação como "catastrófica, injustificável e desproporcional". "Meu coração foi partido pela escala da devastação e da perda de vidas civis, de vidas de crianças, e essa injustiça sistêmica que estamos vendo se desenrolar na Cisjordânia não pode ser ignorada", declarou.

Sheeran disse que tentou, ao longo da carreira, não ser um comentarista político, porque quer que sua música e seus shows sejam sobre união, não divisão. "Mas esta é uma questão humanitária, e não posso mais esconder o que sinto a respeito", acrescentou. Ele também afirmou estar "profundamente preocupado" com a ideia de que casas de espetáculos "pré-aprovassem" conteúdo ou artistas, o que foi recebido com aplausos do público.

A polêmica começou no início de setembro, quando Macklemore apresentou uma música dedicada a manifestantes pró-Palestina e se referiu ao número de mortos em Gaza como um genocídio, alegação que Israel rejeita. A Messina Touring Group disse que o rapper foi retirado porque alguns locais, como o Gillette Stadium, em Boston, se recusariam a permitir os shows caso ele se apresentasse. O bilionário Robert Kraft, proprietário do estádio e do time New England Patriots, confirmou que havia proibido Macklemore de se apresentar. Artistas de abertura, incluindo Aaron Rowe e Lukas Graham, deixaram a turnê em solidariedade ao rapper.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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