Dólar volta a aproximar-se de R$ 5,49 em dia de instabilidade global
O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira (5) com valorização de 0,67%, cotado a R$ 5,488, voltando a se aproximar do patamar de R$ 5,49. O movimento acompanhou a deterioração do cenário externo, especialmente no mercado acionário dos Estados Unidos, onde ações de empresas ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia registraram perdas expressivas.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense em relação a uma cesta de seis divisas, subia 0,09%, aos 101,560 pontos. A pressão internacional levou investidores a reduzir posições em ativos de risco, incluindo moedas de países emergentes, e a buscar proteção no dólar. Em Wall Street, os principais índices fecharam com perdas: Nasdaq recuou 5,52%, a 24.315,00 pontos; S&P 500 caiu 4,36%, a 7.353,73 pontos; e Dow Jones teve baixa de 3,44%, a 51.523,06 pontos.
Bolsa brasileira
O Ibovespa encerrou em baixa de 0,82%, aos 166.191,45 pontos, após iniciar o pregão em alta e se aproximar dos 169 mil pontos. O índice chegou à máxima de 168.994,33 pontos e à mínima de 166.249,09 pontos, com volume financeiro de R$ 31,16 bilhões. A queda acompanhou o movimento negativo das bolsas americanas, com pressão principalmente sobre empresas de tecnologia, semicondutores e datacenters.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes. Também esteve no radar a reunião do presidente Lula com ministros, ex-ministros e conselheiros para debater os rumos da economia. Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas, sem anunciar ações específicas, e reiterou o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas e a melhora gradual dos resultados primários.
A produção industrial brasileira também foi acompanhada: o setor registrou retração de 0,8% em setembro na comparação com agosto e recuo de 2,5% na comparação anual.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar