Dólar cai 0,7%, a R$ 5,10, com exterior e novo empate técnico entre Lula e Flávio
O dólar à vista encerrou a segunda-feira em queda de 0,72%, cotado a R$ 5,1080, voltando à faixa dos R$ 5,10. No acumulado do ano, a moeda norte-americana passou a registrar baixa de 6,94%. O dólar futuro para outubro, atualmente o contrato mais negociado na B3, cedia 0,79%, a R$ 5,1170, por volta das 17h03.
O movimento acompanhou o recuo dos rendimentos dos Treasuries e a desvalorização da moeda americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, como o peso chileno, o sol peruano e o rand sul-africano. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.
No cenário doméstico, a pesquisa BTG/Nexus mostrou manutenção de um possível segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com empate técnico entre ambos. O petista aparece numericamente à frente, com 46% das intenções de voto, contra 45% do rival. Uma nova pesquisa Quaest sobre o cenário eleitoral estava prevista para ser divulgada ainda na segunda-feira.
Segundo o texto, Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Nas últimas semanas, pesquisas que mostram o fortalecimento de Flávio, ainda que o empate técnico tenha persistido, têm favorecido o chamado "trade eleitoral", com o Ibovespa em alta e o dólar e os juros futuros em baixa.
No boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a mediana para o IPCA de 2026 subiu de 4,90% para 4,92%, acima do teto da meta de inflação. As projeções para 2027 foram mantidas em 4,30%, para 2028 em 3,80% e para 2029 em 3,50%. A projeção suavizada do IPCA em 12 meses à frente caiu de 4,65% para 4,62%. Nos EUA, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que só apoia cortes de juros com evidências de que a inflação caminha para a meta de 2% e disse que o Fed enfrenta, no momento, mais um problema de inflação do que de emprego.
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