De olho em 2027, Tesouro Nacional eleva reservas a recorde de R$ 1,37 tri
O colchão de liquidez do Tesouro Nacional atingiu R$ 1,37 trilhão em julho, o maior valor nominal da série histórica, segundo o Relatório Mensal da Dívida divulgado nesta semana. O montante representa um avanço em relação aos R$ 1,35 trilhão registrados em junho. A reserva é o caixa mantido pelo órgão para honrar vencimentos de títulos sem depender das condições de mercado a cada leilão.
Em julho, o Tesouro chegou a avaliar uma intervenção no mercado de títulos para conter a disparada das taxas de longo prazo, mas optou por manter a estratégia de mudar o perfil da dívida. Segundo cálculos da consultoria Eytse Estratégia, o aumento do colchão ocorreu em um mês de resgate líquido de títulos domésticos, o que indica que a elevação não pode ser explicada pelas operações líquidas da dívida interna no mercado. O movimento pode refletir a realocação, para a reserva de liquidez, de disponibilidades que já existiam na Conta Única.
Em termos relativos, porém, o indicador cedeu. O Índice de Liquidez, que mede quantos meses de vencimentos de títulos domésticos a reserva cobre, incluindo os encargos do Banco Central, caiu de 8,3 para 7,8 meses. Os vencimentos da dívida pública mobiliária federal interna nos próximos doze meses somam R$ 1,73 trilhão em valor presente, com concentração maior em 2027, quando vencem R$ 1,79 trilhão. O maior resgate previsto no perfil atual é de R$ 569 bilhões em LFT em março daquele ano.
Para agosto, a consultoria projeta queda do colchão. Segundo seus dados, as colocações até o dia 26 somaram R$ 166 bilhões, ante resgates de R$ 290 bilhões. A projeção da casa é de que a reserva encerre o ano em torno de R$ 1,4 trilhão, em nova máxima histórica, o que mitigaria de forma relevante o risco de refinanciamento em 2027.
A dívida pública federal encerrou julho em R$ 9,289 trilhões, alta de 0,2% ante junho, enquanto a dívida interna subiu 0,3%, a R$ 8,949 trilhões. A variação decorreu da apropriação de juros de R$ 85,5 bilhões, parcialmente compensada pelo resgate líquido total de R$ 65,1 bilhões. A parcela da dívida a vencer em doze meses caiu de 20,1% para 18,9%, e o prazo médio do estoque passou de 4,01 para 4,05 anos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar