Como Lula e Bolsonaro chegaram às últimas pesquisas antes do 1º turno de 2022
Na véspera do primeiro turno de 2022, as principais pesquisas eleitorais apontavam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Jair Bolsonaro (PL), mas divergiam sobre a dimensão da vantagem e sobre a chance de a eleição ser definida já naquela rodada. Os últimos levantamentos foram divulgados no sábado, 1º de outubro, um dia antes da votação.
O Datafolha mostrava Lula com 50% dos votos válidos e Bolsonaro com 36%. Simone Tebet tinha 6% e Ciro Gomes, 5%. No total do eleitorado, Lula aparecia com 48% e Bolsonaro, com 34%. Apenas 2% estavam indecisos, enquanto 13% dos entrevistados admitiam a possibilidade de mudar o voto. Com margem de erro de dois pontos, o instituto avaliava que não era possível afirmar se Lula venceria no primeiro turno.
O Ipec registrava Lula com 51% dos votos válidos, contra 37% de Bolsonaro. Ciro Gomes e Simone Tebet apareciam com 5% cada. A pesquisa ouviu 3.008 pessoas entre 29 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de dois pontos. Era um dos levantamentos que mais sustentavam a possibilidade de definição imediata da eleição, com Lula numericamente acima dos 50% necessários.
A Genial/Quaest, também publicada no sábado, apresentava cenário distinto: Lula com 49% dos votos válidos e Bolsonaro com 38%. Ciro Gomes tinha 6%, Simone Tebet, 5%, e Felipe d'Ávila e Soraya Thronicke, 1% cada. Nesse levantamento, Lula estava abaixo do patamar necessário para encerrar a disputa no primeiro turno. A pesquisa ouviu 3.600 eleitores entre 30 de setembro e 1º de outubro.
A Atlas registrou Lula com 50,3% dos votos válidos, contra 41,1% de Bolsonaro — entre os quatro grandes levantamentos daquele sábado, o percentual mais próximo do resultado efetivamente alcançado pelo então presidente. A pesquisa ainda apontava Ciro com 4% e Tebet com 2,7%, com margem de erro de um ponto percentual. Nas urnas, Lula terminou o primeiro turno com 57,26 milhões de votos, equivalentes a 48,43% dos válidos, e Bolsonaro recebeu 51,07 milhões, ou 43,20%. A diferença ficou em 5,23 pontos. Comparado às pesquisas da véspera, Lula terminou próximo das estimativas; o maior desvio apareceu na votação de Bolsonaro.
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