Canetas emagrecedoras movimentam R$ 2,35 bi e viram alvo de fraudes online
O mercado de canetas emagrecedoras movimentou R$ 2,35 bilhões em vendas online no primeiro semestre de 2026, com alta de 149,3% no número de pedidos em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento acelerado, porém, também atraiu criminosos digitais: foram identificadas 3.966 tentativas de fraude entre janeiro e junho, envolvendo quase R$ 7,9 milhões em transações suspeitas.
Os dados são de um levantamento da Serasa Experian, que analisou mais de 1,36 milhão de pedidos realizados no período. Em 12 meses, a demanda pelos medicamentos à base de GLP-1, usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, cresceu duas vezes e meia. O avanço ocorre em meio a mudanças regulatórias: desde junho de 2025, a venda desses medicamentos exige apresentação e retenção da receita médica, conforme regra aprovada pela Anvisa em abril daquele ano.
Com o aquecimento, a categoria "Saúde" passou a integrar, ao lado de "Beleza" e "Calçados", o grupo de segmentos com maior volume de tentativas de golpes barradas pelas ferramentas de autenticação da Serasa. Segundo Rodrigo Sanchez, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da empresa, produtos de alto valor agregado despertam o interesse de organizações criminosas. Ele defende a combinação de diferentes camadas de inteligência — como análise de identidade, dispositivo, comportamento e transação — para identificar riscos sem criar barreiras aos consumidores legítimos.
Na análise mensal entre julho de 2025 e junho de 2026, novembro de 2025 registrou o maior volume de pedidos, com 292,8 mil solicitações e R$ 476,7 milhões movimentados, pico atribuído à Black Friday e à proximidade das festas de fim de ano. Março de 2026 apresentou o maior volume financeiro, com R$ 478,1 milhões. O levantamento mostra ainda que Millennials e Geração X concentraram 63,1% das compras, enquanto as mulheres responderam por 44,2% dos pedidos, movimentando cerca de R$ 1 bilhão. O Sudeste concentrou dois terços da demanda nacional, mas o Nordeste teve a maior alta anual, de 195,2%.
Diante do cenário, especialistas recomendam que consumidores comprem apenas em sites oficiais de farmácias, desconfiem de ofertas muito abaixo do preço de mercado, evitem links enviados por aplicativos de mensagens e nunca compartilhem senhas ou códigos de autenticação. Para as empresas, a orientação é reforçar sistemas de prevenção à fraude com validação cadastral, biometria e monitoramento de transações.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar