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Brasil no urso, EUA no touro: o que pode mudar o jogo no 2º semestre

Atualizado em 18/08/2026 às 22:20 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Brasil no urso, EUA no touro: o que pode mudar o jogo no 2º semestre

O jogo virou em poucos meses. No início de 2026, o Ibovespa chegou a acumular alta superior a 20% e deixou para trás os principais índices americanos. Agora, a fotografia é outra: a Bolsa brasileira devolveu boa parte daquele avanço, enquanto S&P 500 e Nasdaq voltaram a ganhar força em Wall Street.

Analistas ouvidos pelo InfoMoney veem razões para os Estados Unidos continuarem com fundamentos relativamente mais favoráveis no curto prazo, com crescimento de lucros, investimentos em inteligência artificial e alívio recente da inflação. No Brasil, a equação é quase inversa: o Ibovespa está mais barato, mas carrega juros reais elevados, incerteza eleitoral e preocupação fiscal. "O Brasil paga caro pela incerteza que carrega, os Estados Unidos cobram caro pela certeza que prometem", resume Bruno Marin, analista CNPI.

Para o segundo semestre, a eleição presidencial de outubro ganhou peso crescente na formação dos preços desde o fim de julho, com os pregões reagindo pesquisa a pesquisa. Por trás do risco eleitoral está a questão fiscal, que influencia dívida, inflação, câmbio e juros. A expectativa de queda da Selic, que impulsionou a Bolsa no começo do ano, perdeu força, e o mercado passou a trabalhar com um ciclo de cortes mais curto do que se imaginava. Wall Street, por sua vez, precisa continuar entregando o crescimento que já está embutido nos preços, com valuations elevados limitando o espaço para novas altas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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