Viraram pechinchas? ITUB3 e ALPA4 testam suportes; MGLU3 e VAMO3 pressionadas
O Ibovespa fechou esta quinta-feira (29) aos 169.186 pontos, com queda de 1,06%, bem abaixo da máxima histórica acima dos 209 mil pontos registrada no início do mês. O recuo levou diversas ações a patamares inferiores aos vistos no começo de outubro e abriu discussão sobre se o tombo já criou pontos de entrada ou se a pressão vendedora pode continuar.
Na avaliação do analista técnico Gilberto Coelho, o Giba, da XP Investimentos, Itaú (ITUB3) e Alpargatas (ALPA4) chegaram a suportes que podem favorecer uma reação. Já Magazine Luiza (MGLU3) e Vamos (VAMO3) permanecem abaixo de referências técnicas importantes e ainda apresentam tendência de baixa.
Itaú e Alpargatas
As ações do Itaú encontraram suporte na região de R$ 43, próxima da média móvel de 200 dias. Se esse nível for preservado e houver reação compradora, o papel poderá buscar inicialmente os R$ 50 e, depois, os R$ 55,20. Na parte inferior, outro suporte relevante aparece nos R$ 40, região de fundo registrada em agosto.
A Alpargatas recuou de R$ 18,68 para R$ 12,60 e passou a testar suporte próximo da média móvel de 200 dias. Caso consiga reagir a partir desse patamar, o primeiro objetivo apontado é R$ 15,95, seguido pelos R$ 18,68. Se a pressão vendedora continuar, o próximo suporte indicado aparece em R$ 10,80.
Vamos e Magazine Luiza
A Vamos passou a negociar abaixo da média móvel de 200 dias, movimento que, segundo o analista, indica reversão da tendência principal para baixa. Para voltar a considerar posições compradas, a condição apontada é um fechamento acima de R$ 3,70. Enquanto isso não ocorrer, a leitura permanece negativa.
A Magazine Luiza apresenta quadro semelhante: perdeu a média móvel de 200 dias e opera bem abaixo dela, sem sinal de recuperação no momento. Uma mudança nessa leitura exigiria fechamento acima de R$ 7,24. Além da deterioração técnica, houve aumento das posições vendidas no papel. Segundo levantamento da XP com dados de 28 de outubro, o short interest de MGLU3 chegou a 16,0%, avanço de 4,41 pontos percentuais em duas semanas. O indicador mede a presença de posições vendidas, mas não representa, isoladamente, previsão de novas quedas, já que ações alugadas também podem ser usadas em estratégias de proteção e arbitragem. Um volume elevado de posições vendidas ainda pode amplificar eventuais recuperações caso investidores precisem recomprar os papéis para encerrar as operações, movimento conhecido como short squeeze.
Entre os quatro papéis, ITUB3 e ALPA4 estão mais próximas de regiões capazes de sustentar um repique, especialmente pela proximidade da média móvel de 200 dias. VAMO3 e MGLU3 seguem abaixo dessa referência e precisam recuperar níveis específicos para melhorar a leitura técnica. A proximidade de um suporte, porém, não garante valorização, assim como a perda de uma média móvel não assegura novas quedas: os níveis funcionam como referências para acompanhar confirmação ou invalidação dos cenários.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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