Vale (VALE3) divulga seu balanço do 3º trimestre nesta 5ª: o que esperar?
A Vale (VALE3) divulga nesta quinta-feira (29) o balanço do terceiro trimestre de 2026. A expectativa de analistas é de um período marcado por menor geração de caixa e rentabilidade mais pressionada, em razão da queda dos preços das commodities e do aumento dos custos operacionais.
O Itaú BBA projeta Ebitda proforma de US$ 3,5 bilhões para a mineradora no trimestre, o que representaria recuo de 14% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A métrica exclui os efeitos relacionados aos acordos de Brumadinho e Mariana e, segundo o banco, oferece uma leitura mais fiel do desempenho operacional da companhia.
O principal fator por trás da deterioração esperada está no segmento de ferrosos, principal fonte de geração de caixa da Vale. O BBA estima Ebitda de US$ 2,66 bilhões para a divisão, queda de 13% frente ao trimestre anterior. A expectativa é de que o preço médio do minério comercializado pela companhia tenha recuado cerca de 7% no período, para US$ 88 por tonelada. Além dos preços mais baixos, a alta nas despesas com frete tende a anular os benefícios do crescimento operacional, mesmo com aumento de aproximadamente 4% nos embarques de minério de ferro no trimestre.
A divisão de Metais Básicos também deve contribuir negativamente. O Itaú BBA projeta Ebitda de US$ 1,04 bilhão para a unidade, valor 19% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, refletindo menores volumes de cobre após a parada da mina de Sossego, preços mais baixos do níquel e maiores gastos com manutenção das operações.
O Safra compartilha a visão cautelosa e argumenta que a queda dos preços do minério de ferro deve mais do que compensar os avanços operacionais observados ao longo do trimestre. O JPMorgan também mantém leitura conservadora e destaca a pressão vinda dos custos C1, métrica que acompanha os custos diretos de produção do minério e é observada de perto pelo mercado. Para o banco americano, os custos elevados devem limitar a expansão de margens e impedir uma recuperação mais robusta dos resultados. No cobre, o JPMorgan estima recuo de aproximadamente 5% nos volumes produzidos e comercializados na comparação anual. O relatório de produção e vendas do trimestre será divulgado junto com o resultado.
No segundo trimestre de 2026, a Vale registrou lucro líquido de US$ 1,37 bilhão, queda de 35% na comparação anual, em período marcado por preços mais baixos do minério de ferro e pressão sobre as margens. O Ebitda ajustado também recuou frente ao mesmo período do ano anterior, refletindo o cenário menos favorável para o segmento de ferrosos, ainda que a companhia tenha sido beneficiada por maiores volumes de vendas e produção em algumas operações.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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