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“Super El Niño” ameaça próxima safra do café e pode levar preços a novas máximas

Atualizado em 26/08/2026 às 10:20 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
“Super El Niño” ameaça próxima safra do café e pode levar preços a novas máximas

Um novo fenômeno climático pode pressionar ainda mais os preços do café. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a probabilidade de ocorrência de um super El Niño entre outubro e janeiro é de 90%. O evento deve trazer seca intensa e temperaturas elevadas para o Centro-Oeste e o Sudeste, justamente no período de florada do cafeeiro, o que pode comprometer a formação dos frutos e afetar a oferta e a qualidade da próxima safra.

O mercado já começa a precificar esse risco. A expectativa é que o café da safra 2026/27 reflita os preços mais elevados projetados para o ciclo 2027/28, cuja colheita começa no fim de maio. Ainda há incertezas sobre a intensidade e o alcance do fenômeno nas microrregiões do Sudeste, principal região produtora do país. Por ser uma cultura perene, o café dificulta estimativas precisas de produção, diferentemente da soja, que tem ciclo de 90 a 100 dias.

Enquanto isso, o consumidor continua pagando caro pela bebida. A saca de 60 quilos de café de qualidade média é negociada acima de R$ 1.800. A safra atual do Brasil, maior produtor mundial, é considerada recorde, com projeções revisadas para entre 70 milhões e 71 milhões de sacas após perdas causadas por chuvas fora de época. Apesar do volume expressivo, os preços seguem sustentados pelos baixos estoques globais, pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os custos de frete e pela instabilidade nos mercados financeiros.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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