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Como o pai analfabeto inspirou legado de educação e filantropia de Dolly Parton

Atualizado em 26/08/2026 às 09:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Como o pai analfabeto inspirou legado de educação e filantropia de Dolly Parton

Como o pai analfabeto inspirou o legado de educação e filantropia de Dolly Parton

O nome de Dolly Parton, que morreu aos 80 anos na terça-feira (25), está gravado na entrada do antigo East Tennessee Children’s Hospital, em Knoxville. O hospital pediátrico sem fins lucrativos, que atende a região há cerca de 90 anos, anunciou neste ano que seria batizado em homenagem à cantora country, em parceria que reforça a missão de tratar cada criança “como se fosse da própria família”.

A filantropia de Parton, voltada para saúde, educação e oportunidades para crianças, teve origem na infância da artista, ao observar o pai, Robert Lee Parton, que nunca aprendeu a ler nem a escrever. “Tudo isso começou porque meu pai não sabia ler nem escrever, e eu vi o quanto isso podia limitar uma pessoa”, disse a cantora ao receber, em 2022, a Medalha Carnegie de Filantropia. “Meu pai era um homem muito inteligente. Muitas vezes me perguntei o que ele poderia ter feito se tivesse aprendido a ler e escrever. Foi daí que veio minha inspiração.”

Essa preocupação deu origem a uma trajetória beneficente de quase quatro décadas. Em 1988, Parton criou a Dollywood Foundation, com o objetivo inicial de reduzir a evasão escolar em seu condado natal, premiando com US$ 500 estudantes que concluíssem o ensino médio. A fundação expandiu suas iniciativas e lançou a Imagination Library, que envia um livro por mês para cada criança inscrita desde o nascimento até a entrada na escola. O programa distribui mais de 3 milhões de livros por mês e já entregou mais de 270 milhões de exemplares em milhares de comunidades nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda e Austrália.

Nos anos 2000, a organização criou uma bolsa universitária de US$ 15 mil para estudantes do ensino médio. Em 2007, a cantora ampliou sua atuação para a saúde, com um show beneficente que arrecadou US$ 500 mil e, somado a aportes da Dollywood e do Dixie Stampede, gerou US$ 1 milhão para projetos médicos na região. O resultado foi a inauguração, em 2010, do LeConte Medical Center, que inclui o Dolly Parton Center for Women’s Services. Após incêndios florestais devastarem comunidades do Tennessee, ela criou o People Fund, que oferecia US$ 1 mil por mês durante seis meses para famílias que perderam suas casas, e promoveu, em 2016, uma campanha televisiva que arrecadou mais de US$ 13 milhões para vítimas. Durante a pandemia, doou US$ 1 milhão para a Universidade Vanderbilt, financiando pesquisas sobre o coronavírus, e, em 2022, fez nova doação de US$ 1 milhão para pesquisas em doenças infecciosas pediátricas.

Para a cantora, os livros eram uma janela para outras possibilidades. “A única coisa que eu via quando criança eram pessoas pobres usando macacão, sapatos simples e roupas gastas”, contou à publicação literária Chapter 16. “Mas nos livros eu lia sobre reis e rainhas com roupas de veludo e grandes anéis de diamantes. Foi assim que percebi que existia um mundo além das Montanhas Smoky.”

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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