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"Santa Dulce dos pobres (*1914 - †1992)

Atualizado em 19/08/2026 às 06:35 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Igreja celebra Santa Dulce dos Pobres, o “Anjo bom da Bahia”

A Igreja Católica recorda nesta data Santa Dulce Lopes Pontes, religiosa baiana conhecida como “Anjo bom da Bahia” e “Irmã Dulce dos pobres”. Nascida Maria Rita em 26 de maio de 1914, em Salvador, na Bahia, ela era filha do cirurgião-dentista Augusto Lopes Pontes e de Dona Dulce Maria de Souza. Ainda criança, ficou órfã de mãe aos sete anos e, aos 13, influenciada pela família e pelo senso de justiça, começou a acolher mendigos e doentes em sua casa, criando um pequeno centro de atendimento conhecido como “Portaria de São Francisco”.

Em 1933, após se formar em Magistério, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, Sergipe, onde recebeu o hábito religioso e adotou o nome de Irmã Dulce, em homenagem à mãe. Sua primeira missão foi lecionar em um colégio da congregação no bairro da Massaranduba, em Salvador, mas seu pensamento permanecia voltado ao trabalho com os pobres. Em 1935, passou a atender a comunidade de Alagados, conjunto de palafitas no bairro de Itapagipe, onde iniciou um posto médico que, no ano seguinte, se tornou a “União Operária São Francisco”, primeira organização católica do estado.

A obra se expandiu e, em 1937, foi fundado o “Círculo Operário da Bahia”, com Frei Hildebrando Kruthaup. Dois anos depois, Irmã Dulce inaugurou o “Colégio Santo Antônio”, escola pública para operários e seus filhos, também na Massaranduba. Sua trajetória de dedicação aos enfermos e indigentes a tornou conhecida como a “Madre Teresa do Brasil”, definição atribuída pela Congregação das Causas dos Santos, que a descreveu como “conforto para os pobres e exame de consciência para os ricos”.

A causa de canonização teve início em janeiro de 2000. Os restos mortais da religiosa, que desde 1992 jaziam na igreja da Conceição da Praia, foram transladados para a Capela do Convento Santo Antônio, sede das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador. Em junho de 2010, ocorreu a exumação e o translado das relíquias para a capela definitiva, na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, hoje Santuário Santa Dulce dos Pobres, local onde a santa fundou o Círculo Operário da Bahia. Em setembro de 2019, por ocasião da canonização presidida pelo Papa Francisco, o local foi reformado e ganhou um túmulo de vidro com uma efígie em tamanho real da santa.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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