Sabesp, Copasa, Equatorial caem forte após balanço no 2T: o que desagradou o mercado?
Sabesp, Copasa e Equatorial caem após balanços do 2T26; despesas pressionam resultados
As ações de Sabesp (SBSP3), Copasa (CSMG3) e Equatorial (EQTL3) fecharam em forte queda nesta quinta-feira (13), após a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26). Os papéis da Sabesp recuaram 7,04%, a R$ 24,28; a Copasa caiu 3,82%, a R$ 56,20; e a Equatorial teve baixa de 1,92%, a R$ 34,82. Embora os fatores tenham variado entre as companhias, a pressão sobre as despesas foi um ponto comum e explica boa parte do movimento negativo na sessão.
No caso da Sabesp, a XP Investimentos classificou o resultado como mais fraco que o esperado, com Ebitda ajustado de R$ 3,5 bilhões, cerca de 7% abaixo das projeções da casa, pressionado por custos variáveis, despesas operacionais e inadimplência. O Goldman Sachs também viu números abaixo do previsto, mas ponderou que parte da decepção pode já estar precificada, dado o desempenho inferior da ação aos índices UTIL e IEEX nos últimos 30 dias. O Morgan Stanley atribuiu o resultado a custos mais altos, sobretudo com serviços, e a uma receita ajustada ligeiramente menor. Já o JPMorgan destacou despesas operacionais 15% acima do esperado, principalmente com pessoal e serviços de terceiros.
A Copasa reportou lucro líquido ajustado de R$ 275,5 milhões no 2T26, queda de 4,8% na comparação anual. O Ebitda ajustado, excluindo equivalência patrimonial, foi de R$ 762 milhões, 7% abaixo da estimativa do Morgan Stanley e do consenso, afetado por custos totais acima do esperado e um mix tarifário mais fraco. O Itaú BBA destacou que as despesas controláveis cresceram abaixo da inflação, sinal positivo, e que o capex incorporado no semestre somou R$ 1,476 bilhão, quase o dobro do registrado no primeiro trimestre. A companhia já assinou 43 concessões com validade até 2073, equivalentes a cerca de 38% da receita.
A Equatorial apresentou Ebitda ajustado de R$ 2,7 bilhões, 1% abaixo da estimativa do JPMorgan e 4% inferior ao consenso. No segmento de distribuição, o principal desvio negativo veio da operação no Maranhão, com resultado 10% abaixo da projeção devido à inadimplência, parcialmente compensado por Alagoas, que ficou 16% acima. Na geração, a Echoenergia superou as expectativas do banco, mas os resultados ainda foram considerados fracos, pressionados pelo curtailment. A XP avaliou os números como em linha, mas destacou composição menos favorável, com lucro bruto 5% acima das estimativas, compensado por despesas com PMSO 7% maiores e inadimplência mais alta.
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