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Quem vai comandar a economia de Lula em 2027? O que o mercado espera

Atualizado em 01/11/2026 às 19:35 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A definição da equipe econômica do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está entre as principais decisões do presidente após a reeleição. A escolha dos ministros e a formulação das medidas fiscais para 2027 devem influenciar as expectativas do mercado sobre juros, dívida pública e crescimento econômico. Segundo o material disponível, a definição deve ocorrer nas próximas semanas.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), é apontado como o nome mais cotado para comandar a equipe econômica. Lula teria sinalizado a interlocutores o interesse em contar com o governador, embora não tenha feito convite oficial. Fonteles ganhou projeção durante a campanha presidencial e participou das articulações do segundo turno. Antes de assumir o governo estadual, foi secretário da Fazenda do Piauí, presidiu o Comsefaz e participou das discussões sobre a reforma tributária. Uma eventual nomeação exigiria que ele deixasse o cargo para o qual acaba de ser reeleito; o próprio governador afirmou publicamente que ainda não discutiu a possibilidade com Lula.

O governo também avalia a permanência de Dario Durigan, atual ministro da Fazenda, que assumiu a pasta após Fernando Haddad deixá-la para disputar o governo de São Paulo. Durigan foi secretário-executivo da Fazenda durante a maior parte do terceiro mandato e participou da elaboração e execução de medidas econômicas, incluindo programas de renegociação de dívidas. Outra possibilidade é a entrega da pasta ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que no terceiro mandato acumulou a Vice-Presidência com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e ganhou espaço nas negociações comerciais com os Estados Unidos.

Também são mencionados nas especulações Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, além do senador Camilo Santana (PT-CE) e do ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB-AL). Nenhum deles recebeu indicação formal para a Fazenda. A expectativa é que Lula avance nas escolhas ministeriais após retornar de viagem internacional prevista para terminar em 16 de novembro.

O novo titular da Fazenda terá de conduzir as negociações do Orçamento de 2027, apresentar medidas para conter o crescimento das despesas e administrar os compromissos assumidos durante a campanha. A proposta orçamentária enviada pelo Executivo prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões, resultado que dependerá do comportamento das receitas, das despesas e das medidas aprovadas pelo Congresso. Entre as alternativas discutidas pela equipe econômica estão a revisão de gastos obrigatórios, a redução de benefícios tributários e mudanças nas regras de crescimento dos pisos constitucionais de saúde e educação — este último exigiria emenda à Constituição. Para o mercado, a viabilidade política das propostas será tão relevante quanto o impacto estimado nas contas públicas, em um Congresso mais à direita no qual o PT terá apenas nove senadores.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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