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Qual a importância das Colinas de Golã e por que decisão da Colômbia de reconhecer a soberania de Israel é polêmica?

Atualizado em 20/08/2026 às 21:51 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Colômbia reconhece soberania de Israel sobre as Colinas de Golã e rompe consenso internacional

A decisão da Colômbia de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã gerou polêmica e voltou a colocar esse estratégico território no centro da atenção internacional. Israel ocupa a região desde 1967, e sua anexação não é reconhecida pela grande maioria dos países. Com a medida, a Colômbia tornou-se o segundo Estado-membro da ONU, depois dos Estados Unidos, a reconhecer a soberania israelense sobre o planalto rochoso.

Na última segunda-feira (10/8), três dias após a posse do presidente Abelardo de la Espriella, a Chancelaria colombiana justificou a decisão pela "importância estratégica das Colinas de Golã para a segurança de Israel" e afirmou que o controle israelense do território é essencial para sua defesa. A medida contraria o consenso internacional e a Resolução 497 do Conselho de Segurança da ONU, adotada em 1981, que declarou nula e sem efeito jurídico a anexação das Colinas de Golã por Israel. A Síria condenou a decisão e afirmou que recorreria a todos os meios diplomáticos e jurídicos legítimos para defender sua soberania. A Liga Árabe, a Arábia Saudita e o Egito também condenaram a medida, considerando que ela viola o direito internacional.

A posição adotada pelo governo de De la Espriella faz parte de sua aproximação com Israel após o rompimento das relações diplomáticas durante a administração de Gustavo Petro, em maio de 2024. O novo governo colombiano concordou em restabelecer plenamente as relações e nomear embaixadores, retirar a exigência de vistos entre os dois países, transferir a embaixada da Colômbia para Jerusalém e retomar as exportações colombianas de carvão para Israel. Também anunciou que deixaria o Grupo de Haia e retiraria sua intervenção no processo movido pela África do Sul contra Israel perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ).

As Colinas de Golã são um planalto rochoso localizado no sudoeste da Síria, a cerca de 60 quilômetros de Damasco. O território abrange aproximadamente 1.800 km², dos quais Israel ocupa e administra cerca de 1.200 km² desde 1967. Atualmente, a região tem cerca de 60 mil habitantes, divididos quase igualmente entre colonos israelenses — aproximadamente 31 mil — e a população síria, majoritariamente drusa. O território é estratégico por sua topografia elevada, que permite monitorar o sul da Síria e as rotas que levam a Damasco, além de funcionar como barreira natural contra ataques militares. Golã também é importante por seus recursos hídricos, já que as chuvas em sua bacia alimentam o alto curso do rio Jordão e o mar da Galileia.

Em dezembro de 2024, após a queda de Bashar al-Assad, Israel cruzou a linha de cessar-fogo estabelecida em 1974 e ocupou a zona de separação e posições estratégicas em território sírio, incluindo a encosta do monte Hermon. Desde então, o país tem realizado incursões e bombardeios no território sírio. Em maio de 2026, Israel mantinha 11 postos militares na região, presença considerada pela ONU uma violação do acordo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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