Produção de vieiras em Santa Catarina encolhe e preço do molusco dispara
A produção de vieiras em Santa Catarina, o molusco mais valorizado do estado, encolheu e o preço disparou. Mesmo com valores que chegam a R$ 120 a dúzia para o produtor, o cultivo enfrenta alta mortalidade das sementes, exigências ambientais rígidas e a concorrência por espaço marinho com as macroalgas, negócio mais simples e rentável.
A sobrevivência da espécie depende da qualidade da água, principalmente da salinidade. Chuvas prolongadas podem matar o cultivo inteiro, e a maioria das áreas demarcadas fica em baías, onde a água é mais doce. O manejo é manual e exaustivo: as pré-sementes precisam de limpeza a cada dez dias e, ao longo de 18 meses, as redes são trazidas à superfície a cada 45 dias para medição. Ao final do ciclo, apenas 10% a 15% das sementes sobrevivem, perda muito maior que os 30% registrados na ostreicultura.
Especialistas apontam que a retomada depende de novas áreas de cultivo em águas mais profundas e salinas, como em Bombinhas, além de investimentos para tecnificar a produção e garantir fornecimento estável de sementes, hoje concentrado na universidade.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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