Portugal. Bispo do Algarve: “A Igreja não pode ficar calada”
O novo bispo do Algarve, Dom Vitorino Soares, afirmou que a Igreja não pode se manter em silêncio diante de situações de sofrimento e injustiça. Em entrevista aos jornalistas Henrique Cunha, da Renascença, e Octávio Carmo, da Agência Ecclesia, o religioso declarou que “a Igreja tem que ser a voz de Jesus Cristo” e que não ficará calada onde houver “fome, discriminação e perseguição”.
Dom Vitorino tomou posse na diocese do sul de Portugal em setembro e definiu como prioridade inicial conhecer a realidade local antes de traçar planos de trabalho. Segundo ele, essa primeira fase exige presença, escuta e contato pessoal com as comunidades. O bispo manifestou o desejo de percorrer todas as paróquias da diocese, tanto no litoral quanto no interior, incluindo as mais ricas, pobres, populosas, envelhecidas ou isoladas, e de celebrar a Eucaristia nos fins de semana junto às comunidades.
O bispo destacou a diversidade da população algarvia, que aumenta significativamente durante o verão, entre meados de julho e meados de setembro, quando os destinatários da ação pastoral se tornam outros. Diante desse cenário, afirmou que pretende contar com a colaboração dos párocos e das comunidades locais e que deverá desenvolver o próprio inglês para atender à demanda, inclusive com a celebração de missas nesse idioma.
Sobre a presença de imigrantes na região, Dom Vitorino disse não enxergar essa realidade como um problema, mas como parte da missão da Igreja. Ele mencionou que o trabalho de acolhimento já é realizado pela Cáritas diocesana e por grupos caritativos nas paróquias, voltados a homens, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade. O bispo citou os eixos apontados pelo Papa Francisco — acolher, acompanhar, promover e integrar — como orientação para essa atuação.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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