Petróleo ronda os US$ 100 e futuros dos EUA ficam perto da estabilidade
Petróleo ronda os US$ 100 e futuros dos EUA ficam perto da estabilidade
Os índices futuros de Nova York operam próximos da estabilidade nesta quarta-feira (9), com os investidores atentos às perspectivas para a inflação diante da alta do petróleo. O Brent chegou a superar os US$ 100 por barril e agora opera próximo desse patamar, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
A alta do petróleo continua afetando negativamente o sentimento dos mercados. A mais recente escalada do conflito ocorreu após forças americanas destruírem cinco petroleiros iranianos carregados com petróleo bruto, em resposta a duas tentativas de ataque com mísseis balísticos contra um navio de guerra da Marinha dos EUA. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra a Jordânia e advertiu embarcações que navegam pelo Golfo Pérsico, ampliando os temores sobre possíveis impactos no fornecimento global de petróleo e, consequentemente, sobre a inflação.
Nos Estados Unidos, não há grandes divulgações de indicadores econômicos ou resultados corporativos previstas para esta quarta-feira. Mais adiante na semana, porém, os investidores estarão atentos aos dados de inflação em busca de pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) em relação aos juros.
Veja o desempenho dos mercados futuros: Dow Jones Futuro: -0,08%; S&P 500 Futuro: +0,05%; Nasdaq Futuro: +0,15%. Na Europa, os mercados operam majoritariamente em baixa, pressionados pela alta do petróleo. As ações do setor varejista recuam 1,52%, as do setor de viagens e lazer caem 1,18% e as do setor bancário perdem 0,96%. Já os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, com destaque para alta de 1,4% do índice Kospi, da Coreia do Sul.
Os preços do petróleo chegaram à marca de US$ 100 na manhã desta quarta, à medida que o aumento das tensões entre os EUA e o Irã alimentava preocupações sobre novas interrupções no fornecimento de energia no Oriente Médio. As cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho, interrompendo uma sequência de quatro sessões de alta, pressionados por preocupações com a demanda na China, já que algumas siderúrgicas reduziram a produção em meio à diminuição das margens, enquanto o aumento das importações de minério também aumentou a pressão.
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