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Os pais palestinos preocupados com ataques a escolas na Cisjordânia ocupada: 'O que fazer quando colonos atiram em seus filhos?

Atualizado em 13/09/2026 às 21:35 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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No primeiro dia do ano letivo palestino, o diretor da escola masculina de al-Mughayyir, na Cisjordânia ocupada, chegou ao trabalho antes do amanhecer, passando por cercas de arame farpado recém-instaladas e portões reforçados. "Estamos com medo", disse Bassam al-Assaf. "Os alunos estão com medo, e os pais deles estão com medo."

Seis pessoas, incluindo três alunos da escola, foram mortas em al-Mughayyir neste ano, em uma onda de violência relacionada a colonos contra palestinos. Uma delas foi Aws al-Naasan, de 14 anos, morto a tiros por um colono em abril, do lado de fora dos portões da escola. O professor de inglês Waheed Abu Naem contou que tentava levar os alunos para um local seguro quando o colono atirou na direção deles. Seu irmão, Jihad, também foi morto por um soldado israelense no mesmo ataque. "Quando o virei de costas, vi muito sangue saindo do nariz e da boca, e a bala em sua cabeça", disse. "Nós o perdemos."

Em comunicado divulgado na época, o Exército israelense afirmou que pedras haviam sido atiradas contra um carro que transportava "civis, incluindo um soldado da reserva", e que o reservista saiu do veículo e atirou contra suspeitos. A imprensa israelense informou que ele foi posteriormente afastado de suas funções e que uma investigação foi aberta. Durante o verão, outros dois alunos foram mortos a tiros por forças israelenses durante ataques e incursões de colonos na aldeia, juntamente com um jovem de 19 anos que havia acabado de sair da escola. Nos dois casos, o Exército israelense afirmou que suas forças responderam aos responsáveis por "um motim violento".

Com três carteiras vazias nas salas de aula, alguns pais relutavam em mandar os filhos de volta. Bassam al-Assaf instalou uma cerca de arame farpado ao redor do complexo escolar e reforçou os portões para tentar tranquilizar as famílias. Equipes de ambulância agora permanecem posicionadas na estrada do lado de fora, e vários pais se ofereceram para passar o dia inteiro diante da escola como camada extra de proteção. "Vim porque isso faz as crianças sentirem que seus pais estão com elas, que estão seguras", disse Haroon Bishara, cujos filhos estudam no primeiro e no segundo ano.

Alinhados no pátio para a primeira reunião do ano, os alunos ouviram instruções repetidas pelos professores: se soldados ou colonos se aproximarem, não gritem, não se aproximem deles e não reajam. Pouco mais de uma hora após o início das aulas, colonos foram avistados pelas janelas da escola, conduzindo ovelhas por campos palestinos, enquanto soldados israelenses permaneciam por perto. Um relatório de uma Comissão de Inquérito da ONU publicado em junho concluiu que os ataques de colonos "instrumentalizaram crianças" como parte de uma estratégia coercitiva para expulsar palestinos de suas terras. Israel rejeitou o relatório, classificando-o como uma "farsa difamatória".

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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