O que novo presidente da Colômbia pretende com polêmicas imagens caminhando entre cadáveres
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, divulgou imagens em que aparece caminhando entre os corpos de supostos guerrilheiros mortos em operações militares, provocando forte debate no país. O primeiro vídeo foi gravado após uma ação em Guaviare, na qual foram mortos 23 supostos dissidentes das Farc e dois menores de idade, segundo o material. Dois dias depois, ele publicou novas imagens após uma operação em La Guajira.
Analistas ouvidos pela reportagem veem nas imagens uma mensagem de força e intimidação, coerente com o discurso linha-dura que marcou a campanha de Espriella. A Defensora do Povo, Iris Marín, criticou a divulgação, afirmando que "o Estado e o Governo não podem competir para ver quem consegue ser o mais cruel". O ministro do Interior, Rodrigo Lara Restrepo, rebateu, dizendo que o Estado cumpre um dever constitucional de combater criminosos.
Para a analista Elizabeth Dickinson, do International Crisis Group, esse tipo de demonstração de autoridade não é novidade na região, citando exemplos em El Salvador e nos Estados Unidos. Ela alerta, porém, que, em comunidades afetadas pelo conflito colombiano, as imagens podem ser "arrepiantes" ao enfatizar o número de mortos. Um juiz em Bogotá ordenou que o presidente ocultasse temporariamente as publicações.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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