O viés oculto que faz gestores interpretar rankings de forma errada
Um gestor que precisa escolher entre duas candidatas internas, cada uma avaliada em um departamento de tamanho diferente, tende a preferir a que aparece mais perto do topo — mesmo quando as duas ocupam a mesma posição relativa no grupo. Estudo publicado na revista Organizational Behavior and Human Decision Processes identificou esse padrão, chamado de viés da lista curta: diante de rankings, as pessoas dão muito mais peso à posição absoluta do que ao tamanho total da lista. Em um dos experimentos, 61% dos gestores escolheram a candidata da lista mais curta, ainda que ambas estivessem no percentil 25 de seus grupos.
A pesquisa reuniu oito experimentos com mais de 4.400 participantes e o efeito se repetiu em decisões de contratação, escolha de produtos e até de músicas. O viés persistiu mesmo quando a opção da lista menor era objetivamente pior em termos relativos: 57% preferiram um item em segundo lugar entre oito a outro em quarto entre 20, embora este último representasse percentil superior. Segundo os autores, o problema está no processamento da informação — as pessoas se ancoram na distância até o primeiro lugar e ignoram o tamanho da lista, que é justamente o dado necessário para uma comparação justa.
Os pesquisadores testaram correções simples. Apresentar percentis em vez de posições absolutas eliminou o viés em um estudo com gestores que decidiam sobre bônus. Destacar quantos concorrentes ficaram para trás, em vez de apenas a colocação, também reduziu a distorção. A recomendação para empresas é priorizar medidas relativas sempre que compararem pessoas ou produtos vindos de grupos de tamanhos diferentes.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar