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O empresário aliado-chave de Maduro que se declarou culpado de lavagem de dinheiro e entregará R$ 1 bi aos EUA

Atualizado em 17/09/2026 às 12:05 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O empresário colombiano Alex Saab, apontado como aliado-chave do governo de Nicolás Maduro, declarou-se culpado nesta terça-feira (15/09) em um tribunal federal de Miami, nos Estados Unidos, pelas acusações de conspiração para lavagem de dinheiro e transações financeiras ilícitas. A mudança de declaração — de "inocente" para "culpado" — ocorreu após um acordo com a promotoria.

Pelo acordo, Saab se comprometeu a colaborar com as autoridades, fornecendo informações consideradas relevantes, e a entregar US$ 195 milhões (cerca de R$ 1,03 bilhão) que teria obtido por meio de operações ilícitas ligadas a um esquema de corrupção. Os detalhes do acordo não foram divulgados oficialmente, mas a agência EFE informou que ele teria se comprometido a prestar informações sobre "altos funcionários venezuelanos".

Segundo a promotoria, quando foi inicialmente acusado, Saab poderia enfrentar pena máxima de 20 anos de prisão por lavagem de dinheiro. A promotoria teria concordado em recomendar uma pena menor caso sua cooperação contra os outros acusados no caso se mostre valiosa, conforme informou a agência AP.

Saab, de 54 anos, foi deportado para os Estados Unidos em maio passado, quatro meses depois de Maduro ter sido detido em Caracas em uma operação militar incomum dos EUA que deixou a então vice-presidente, Delcy Rodríguez, como presidente interina do país. Dois dias depois, em 18 de maio, ele compareceu perante um tribunal federal de Miami, onde foi informado das acusações por suposta conspiração para lavar dinheiro e ocultar a origem e o controle de fundos ligados à Venezuela. O caso também inclui referências a suposta fraude eletrônica, subornos e desvio de recursos públicos.

O processo contra Saab cita outras pessoas que ocupam ou ocuparam altos cargos na Venezuela, segundo documento de exposição dos fatos assinado pelo próprio empresário. O texto menciona José Gregorio Vielma Mora, deputado do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que foi superintendente do Serviço Tributário, governador do Estado de Táchira e ministro do Comércio Exterior. Não há menção expressa a Maduro ou a sua esposa, Cilia Flores, que também enfrentam processo judicial nos Estados Unidos.

De acordo com o documento, Saab e seu sócio Álvaro Pulido, junto com "funcionários venezuelanos de alto escalão", montaram um esquema para obter, por meio de subornos, contratos lucrativos para a importação de alimentos e medicamentos relacionados ao programa de assistência social CLAP. O texto afirma que "outros conspiradores" não cumpriram integralmente os contratos e passaram a usar empresas de fachada, faturas falsas e registros de embarque fraudulentos para desviar centenas de milhões de dólares.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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