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Como redes sociais reagiram à 'sessão de guerra' no STF - e o que isso pode sinalizar para a eleição

Atualizado em 17/09/2026 às 13:05 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) da terça-feira (16/9), encerrada sem decisão após pedido de vista do ministro Flávio Dino, dominou o debate nas redes sociais e consolidou um cenário de frustração e polarização, segundo análises de empresas de monitoramento digital. O julgamento tratava de uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por causa de suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Para o cientista de dados Sergio Denicoli, diretor da AP Exata, formou-se uma guerra de narrativas. De um lado, consolidou-se uma negatividade forte em torno de Moraes; de outro, cresceu a discussão sobre uma suposta seletividade do ministro André Mendonça para beneficiar Flávio Bolsonaro. No centro, o eleitor moderado permaneceu em silêncio. "Foram as militâncias que atuaram. Mas o eleitor de centro, moderado, ficou calado em relação aos candidatos. Isso mostra uma apatia e um distanciamento das eleições", afirmou Denicoli.

O Instituto Democracia em Xeque (DX) apontou que Moraes foi o ministro mais mencionado (36% das mensagens), seguido por Mendonça (28%) e Flávio Dino (17%). O pico de publicações ocorreu pouco antes das 13h, durante os principais embates entre Moraes, Mendonça e Gilmar Mendes. Segundo Beto Vasques, diretor do DX, o tema mobilizou sobretudo a direita e a extrema-direita, que esperavam um julgamento com Moraes como alvo e se depararam com um debate mais procedimental e com críticas duras a Mendonça. Perfis de direita converteram a sessão em argumento eleitoral, enquanto setores de esquerda falavam em plano da oposição para criar pânico eleitoral.

A suspensão do julgamento foi mal recebida nas redes, segundo a empresa Palver, que monitora mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram. O pedido de vista de Dino foi rejeitado por 89% das manifestações nesses grupos e por 87% dos posts em redes sociais. Na avaliação da Palver, a interrupção acabou beneficiando Mendonça, ao ser interpretada como uma "blindagem" a favor de Moraes. Nenhuma narrativa, porém, predominou com folga: o tema mais presente foi "sigilo e transparência no STF", com 9% das mensagens.

Sobre o impacto eleitoral, pesquisas citadas na análise indicam que a crise no STF não deve alterar o voto da maioria. Levantamento do Datafolha divulgado em 12/9 aponta que 85% dos entrevistados afirmam que a revelação das mensagens não mudou nem deve mudar seu voto. Já a pesquisa Quaest publicada em 14/9 registra que 67% dizem que a crise não afeta o voto na eleição presidencial. Para Vasques, o descontentamento com o STF tende a ser mais prejudicial ao governo, em um cenário de confusão e desilusão que pode funcionar como cortina de fumaça para outros casos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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