‘Melhor encontro arranjado do que 100 matches’: a nova aposta dos solteiros japoneses
Jovens japoneses na faixa dos 20 anos estão recorrendo em massa a agências matrimoniais que prometem um caminho rápido até o altar — e cobram caro por isso. Em Tóquio, anúncios no metrô incentivam passageiros a "deixar os encontros do destino nas mãos dos profissionais", com slogans como "Melhor um omiai do que 100 deslizadas na tela". A mudança é impulsionada, segundo especialistas, por uma reação às frustrações conhecidas dos aplicativos de namoro: círculos sociais menores, ghosting, perfis falsos e relacionamentos sem compromisso levam muitos a buscar orientação humana em nome da eficiência e da segurança.
Um dos novos clientes é Taizen Yasuda, de 28 anos, que diz ter perdido a paciência com o romance mediado por algoritmos. Para ele, as agências seriam "a maneira mais rápida de encontrar alguém que tenha exatamente o mesmo objetivo: casar". O ressurgimento da prática ocorre enquanto o Japão enfrenta população em queda e menos famílias jovens. A IBJ, gigante sediada em Tóquio com rede nacional de agências parceiras, afirma participar de aproximadamente um em cada 25 casamentos realizados no país e reportou aumento de 44% na receita do primeiro semestre, para cerca de US$ 91 milhões.
Os clientes pagam em geral entre US$ 30 e US$ 100 por mês, além de taxa de adesão de US$ 650 a US$ 1.300 e cobrança adicional em caso de noivado. A empresa também aplica multa de US$ 1.300 a casais que descumpram regras internas que proíbem relações sexuais antes do casamento e coabitação. Críticos argumentam que empresas como a IBJ transformaram o matchmaking em negócio, retirando a alma da prática tradicional e impondo cronogramas rígidos a jovens ansiosos.
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