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Manifestantes cobram união entre judeus e árabes para derrubar governo Netanyahu

Atualizado em 01/11/2026 às 19:10 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Centenas de israelenses foram às ruas no sábado, 31, para pressionar a oposição a se aliar aos partidos árabes com o objetivo de retirar do poder o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. O governo de extrema direita, por sua vez, intensificou os ataques contra os dirigentes dessa minoria.

Os partidos árabes de Israel tiveram um avanço expressivo nas eleições realizadas na última terça-feira, impulsionados pela retórica hostil do governo Netanyahu. Ainda assim, o líder da oposição, Gadi Eisenkot, não decidiu se aceitará uma aliança com essas siglas.

Em Tel Aviv, a manifestante Ayelet Raz, de 60 anos, defendeu o direito da comunidade árabe — que representa cerca de 20% da população israelense — de participar do governo. "É a última oportunidade para promover uma mudança real", afirmou a psicóloga. "Precisamos dar uma chance à paz. Caso contrário, teremos esse derramamento de sangue para sempre", alertou. Faixas exibidas por cerca de 500 manifestantes na cidade traziam dizeres como "Árabes e judeus vencem juntos" e "há uma maioria a favor da mudança".

Nenhum bloco conquistou maioria no Parlamento israelense, composto por 120 cadeiras. Os partidos de maioria judaica contrários a Netanyahu obtiveram 48 assentos, enquanto os partidos de maioria árabe, Raam e Lista Unificada, conquistaram juntos 19 cadeiras. Uma aliança entre os dois blocos lhes daria 67 assentos, maioria confortável para os adversários do primeiro-ministro. No entanto, alguns partidos da oposição rejeitam qualquer aproximação com os árabes.

Os partidos árabes participaram do governo apenas uma vez, quando o líder do Raam, Mansur Abbas, integrou uma coalizão de curta duração entre 2021 e 2022. Abbas declarou estar disposto a repetir a experiência. Já o líder da Lista Unificada, Yusef Jabareen, afirmou à AFP que estaria disposto a apoiar Eisenkot no Parlamento sem integrar o governo. Eisenkot, ex-chefe militar de perfil centrista, declarou que aceitaria apenas formar um "governo sionista", cujos integrantes se comprometam com o "reconhecimento de Israel como um Estado judeu, democrático e liberal" e considerem o Hamas uma "organização terrorista" — condições que os líderes árabes rejeitaram no passado. O opositor disse que não deseja depender dos partidos árabes, mas também não descartou explicitamente o apoio deles.

Paralelamente à manifestação em Tel Aviv, mais de 100 apoiadores de Netanyahu realizaram um ato próprio. "Os dois partidos árabes são do Hamas", alegou Rebecca Schindler, de 60 anos. "Eles querem transformar Israel em um país palestino." Espera-se que o presidente de Israel, Isaac Herzog, encarregue na próxima quinta-feira, 5, Netanyahu ou Eisenkot de tentar formar um novo governo. Se várias tentativas fracassarem, Israel poderá ter novas eleições no início do próximo ano. Herzog afirmou nesta semana que fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar esse cenário.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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