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Malcolm Gladwell: é melhor ter um pai que ganhe US$ 100 mil do que um bilionário

Atualizado em 18/08/2026 às 21:50 schedule 2 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O jornalista e escritor Malcolm Gladwell afirmou que preferiria ter um pai com renda anual de US$ 100 mil a um pai bilionário. A declaração, feita em uma palestra na Microsoft em 2009, voltou a circular nas redes sociais. Para o autor, a riqueza extrema pode prejudicar a motivação dos filhos, transformando uma vantagem em desvantagem.

Gladwell, autor de best-sellers como "Davi e Golias" (2013), argumenta que existe um equilíbrio ideal entre escassez e abundância. Dinheiro suficiente para oferecer estabilidade e oportunidades é positivo, mas o excesso pode impedir que as crianças experimentem limitações e frustrações que ajudam a moldar a ambição. Na obra, ele entrevistou um executivo de Hollywood, cuja identidade não foi revelada, que concordou com a avaliação: pessoas podem ser prejudicadas tanto pela dificuldade econômica quanto pela riqueza, perdendo ambição e senso de valor próprio.

O autor também questiona o valor de escolas de elite. Para ele, estar cercado apenas por alunos de desempenho excepcional pode ser prejudicial. "Se você quer ter sucesso em uma instituição de ensino, nunca deve estar na metade inferior da turma", disse no ano passado, em um podcast. Ele sugere que estudar em Harvard só vale a pena se o aluno conseguir ficar entre os 25% melhores da turma.

Pesquisadores da Universidade Columbia concluíram, em estudo de 2005, que filhos de famílias de alta renda apresentam maior propensão a ansiedade, depressão e uso de drogas, em parte devido à pressão por desempenho e ao distanciamento dos pais. No outro extremo, executivos como a CEO da Ulta Beauty, Kecia Steelman, e a ex-CEO da PepsiCo, Indra Nooyi, atribuem sua ética de trabalho às dificuldades enfrentadas na infância. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, também defende que aprender a lidar com dificuldades é essencial para o sucesso.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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