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Ibovespa em baixa, S&P 500 e Nasdaq em alta: até onde os índices podem ir?

Atualizado em 18/08/2026 às 20:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Ibovespa em baixa, S&P 500 e Nasdaq em alta: até onde os índices podem ir?

Os caminhos de Ibovespa, S&P 500 e Nasdaq ficaram ainda mais distintos nas últimas semanas, e a diferença já aparece com clareza nos gráficos de médio prazo. Enquanto o índice brasileiro caminha para a segunda semana consecutiva de perdas e amplia a distância em relação às máximas alcançadas em abril, os principais índices americanos seguem em trajetória positiva, com o S&P 500 renovando recordes e o Nasdaq se aproximando de sua máxima histórica.

No Brasil, o cenário técnico se deteriorou. No gráfico semanal, o Ibovespa recua mais de 3% nesta semana, depois de ter perdido 3,08% na anterior. O índice chegou a acumular valorização superior a 23% em 2026, mas devolveu boa parte desse avanço e agora mantém ganho de aproximadamente 4% no ano. Pela análise técnica de médio prazo, o maior potencial permanece baixista: a perda da mínima desta semana pode abrir espaço para uma aceleração das vendas, levando inicialmente o índice para a região de 154.055 pontos. Abaixo desse patamar, o próximo suporte relevante aparece nos 140.230 pontos. Se a deterioração ganhar força, os objetivos mais longos passam pelas faixas de 131.550/118.222 pontos e, posteriormente, pelos 111.598 pontos.

O quadro muda se os compradores conseguirem recuperar níveis importantes. Para começar a melhorar a configuração, o Ibovespa precisa voltar a superar a região das médias móveis e, principalmente, a faixa dos 180.680 pontos. Uma recuperação acima desse nível diminuiria a pressão atual e poderia abrir espaço para uma tentativa de retorno à máxima histórica de 199.354 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 42,93 pontos, ainda em região neutra — ou seja, apesar da queda recente, o indicador não aponta condição extrema de sobrevenda.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 enfrenta o desafio oposto: até onde uma tendência já bastante estendida pode continuar? No gráfico semanal, o índice avança para a terceira semana consecutiva de valorização, renovando máximas históricas. Nesta semana, chegou aos 7.815 pontos, depois de avançar 3,70% na semana anterior. Em 2026, a valorização acumulada supera 13%. O índice permanece acima das médias móveis e mantém sequência ascendente que favorece os compradores. O primeiro gatilho para a continuidade do movimento está na máxima de 7.815 pontos; a superação consistente desse patamar pode abrir espaço para uma nova pernada compradora, com objetivos inicialmente entre 7.940 e 8.095 pontos. Acima dessa região, os próximos alvos aparecem entre 8.315 e 8.592 pontos e, em movimento mais longo, a faixa dos 8.745 pontos.

Para que uma correção ganhe maior força, o S&P 500 precisaria perder inicialmente a região das médias móveis e dos suportes entre 7.618 e 7.289 pontos. Abaixo dela, os próximos níveis relevantes aparecem entre 7.222 e 7.010 pontos, e uma deterioração mais intensa poderia levar o índice até a região dos 6.315 pontos. O IFR (14) está em 67,68 pontos, próximo da região tradicionalmente associada à sobrecompra — o que não representa, por si só, um sinal de reversão, mas mostra que, depois da sequência de altas, o espaço para realizações de lucro e correções pontuais aumenta.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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