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Galípolo critica empresas que pressionam para usar FGC

Atualizado em 18/08/2026 às 10:50 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Galípolo critica empresas que pressionam para usar FGC

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou nesta quinta-feira (13) a pressão de instituições não bancárias para utilizar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de recursos no varejo. Segundo ele, empresas de pequeno e médio porte buscam autorização para atuar de forma semelhante aos bancos, com o respaldo das garantias do fundo, mas não apresentam ativos suficientes para esse tipo de operação.

“Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas”, afirmou. Galípolo destacou que essas empresas de intermediação competem com as grandes instituições financeiras, porém sob regras mais brandas para captação, com prazos maiores e menor exigência de garantias.

O presidente do BC explicou que o fundo garantidor exerce papel essencial para conter corridas bancárias e assegurar a estabilidade do sistema financeiro. Ele lembrou que, mesmo com uma gestão adequada entre ativos e passivos, os bancos estão sujeitos a falhas, seja pelo aumento da inadimplência, seja pela dificuldade de transformar ativos em liquidez rapidamente.

Galípolo participou da comemoração dos 30 anos do FGC, criado em 16 de novembro de 1995 para proteger pequenos investidores e dar estabilidade ao sistema financeiro após a chegada do Plano Real. O fundo, mantido por contribuições das instituições associadas, teve atuação relevante durante a crise mundial de 2008 e, mais recentemente, tem reembolsado investidores e correntistas afetados pelas fraudes do Banco Master, com cerca de R$ 40,6 bilhões destinados a aproximadamente 1,6 milhão de credores.

Após o impacto causado pelo Master, o FGC aprovou um plano de emergência para recompor o caixa, com aumento de até 60% nas contribuições adicionais das instituições associadas. Quando um banco quebra, o fundo reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, com teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos. Durante o evento, também foi inaugurada a exposição “O FGC e a Rede de Proteção do Sistema Financeiro Nacional”, que ficará em cartaz até 30 de setembro no Prédio das Moedas, sede da B3, no centro de São Paulo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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