Favorita nas pesquisas presidenciais, direita francesa conquista cadeiras no Senado
O partido Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen, ampliou sua representação no Senado francês nas eleições indiretas realizadas no domingo. A legenda passou de três para 14 senadores e poderá, pela primeira vez, formar um grupo parlamentar próprio na Câmara Alta. O RN entrou no Senado em 2014, com duas cadeiras.
Segundo Le Pen, apontada como favorita nas pesquisas para a eleição presidencial, os resultados superaram as expectativas do partido. Ela afirmou que o avanço é generalizado e confirma a implantação do RN por todo o país, e disse que os novos senadores serão uma voz essencial para a campanha presidencial.
Nesta eleição, cerca de 93 mil eleitores — em sua maioria vereadores e conselheiros departamentais — renovaram 178 das 348 cadeiras do Senado. O partido capitalizou os avanços obtidos nas eleições municipais de março, sobretudo na costa do Mediterrâneo, onde boa parte das vagas do Senado foi renovada.
Os conservadores, aliados aos centristas, mantiveram ampla maioria, apesar de um leve revés. O partido Os Republicanos e seus aliados conquistaram mais de 80 cadeiras e terão cerca de 200 no total. O presidente da legenda e candidato ao Eliseu, Bruno Retailleau, venceu com folga na região de Vendée, mas as pesquisas lhe dão apenas 10% de chances na presidencial.
Os socialistas mantiveram a força, com pouco mais de 60 cadeiras, e seguem como segunda maior bancada. A esquerdista França Insubmissa (LFI) elegeu seu primeiro senador, Gabriel Amard, genro de Jean-Luc Mélenchon, em Rhône — resultado que Mélenchon classificou como um bom presságio para 2027. No campo político de Emmanuel Macron, o maior beneficiado foi o Horizontes, do ex-primeiro-ministro Édouard Philippe, principal rival de Le Pen nas pesquisas. O Renascimento, de Gabriel Attal, ficou com apenas uma cadeira, à espera dos resultados dos departamentos ultramarinos, que saem na segunda-feira.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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