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Crise do STF trava investigações de corrupção com potencial de impacto na eleição

Atualizado em 28/09/2026 às 14:50 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, uma série de decisões e movimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) e o caso do Banco Master tem produzido um efeito comum: o adiamento de etapas capazes de ampliar o alcance das investigações sobre suspeitas de corrupção, fraudes financeiras e relações entre Daniel Vorcaro e autoridades públicas.

O principal exemplo é a Operação Compliance Zero, braço investigativo do caso Master. A última fase ostensiva, a décima da operação, ocorreu em 9 de julho, quando a PF cumpriu mandados contra o publicitário Thiago Miranda em uma investigação que apura suspeitas de intimidação de jornalistas, monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e interferência em investigações. Desde então, embora o material apreendido seja considerado volumoso e ainda existam frentes abertas, não houve nova fase da operação.

Uma das explicações da paralisação é a crise no STF. O presidente da Corte, Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça remetesse a ele os casos Master e INSS, o que fez a Polícia Federal suspender temporariamente o envio de novos pedidos para realizar operações. O resultado é um cenário em que as investigações continuam formalmente abertas, mas etapas potencialmente capazes de produzir novos fatos públicos se acumulam para depois do primeiro turno.

Outro movimento ocorreu na terça-feira (22), quando o ministro Cristiano Zanin negou liminar solicitada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento à instalação de uma CPI sobre o Banco Master. O requerimento foi apresentado em 9 de março e, segundo Vieira, recebeu 41 assinaturas — são necessárias 27 para a criação de uma CPI no Senado. A comissão pretende investigar especialmente possíveis relações entre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Daniel Vorcaro. Zanin não encerrou definitivamente a discussão e determinou que Alcolumbre preste informações antes de nova análise, mas, na prática, a decisão mantém a CPI sem avanço imediato.

O calendário das oitivas também empurra a produção de novos elementos para depois da eleição. A PF atendeu pedido da defesa de Vorcaro para adiar dois depoimentos previstos para 24 e 30 de setembro. Os advogados alegam que não tiveram acesso integral aos documentos reunidos pela PF e pedem pelo menos dez dias úteis para analisar o material. Até o momento da publicação, uma nova data não havia sido divulgada. Na sexta-feira (25), Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República analise, no prazo de cinco dias, os pedidos ainda pendentes relacionados às investigações dos casos Master e INSS.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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