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EUA lançam ofensiva contra o Irã e aumentam risco para empresas brasileiras

Atualizado em 27/08/2026 às 13:20 schedule 2 min de leitura visibility 22 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O governo de Donald Trump anunciou uma ofensiva econômica contra o Irã, batizada de "Dia D econômico", com o objetivo de asfixiar as finanças do regime de Teerã. A estratégia se baseia em sanções secundárias que, embora não atinjam o Brasil diretamente, podem punir empresas brasileiras que mantenham negócios com os iranianos. Na prática, companhias que negociarem com o Irã podem ser proibidas de usar o sistema financeiro americano ou de realizar transações em dólares.

O agronegócio é o setor mais exposto. O Irã é um dos maiores compradores de milho, carne bovina e soja do Brasil — em 2025, os iranianos adquiriram mais de 22% de todo o milho exportado pelo país. Embora alimentos geralmente recebam exceções em regimes de sanções, o risco está na logística e no pagamento: se bancos globais recusarem processar recursos vindos do Irã e seguradoras não cobrirem navios com destino ao país, o comércio se torna inviável financeiramente para produtores e exportadores brasileiros.

O Tesouro americano definiu cinco setores críticos para a guerra econômica: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. A inclusão do transporte marítimo preocupa o Brasil por afetar a cadeia logística de exportação de grãos. No campo diplomático, o Brasil vive um impasse: o Irã integra os Brics desde 2024 e o governo brasileiro historicamente rejeita sanções unilaterais sem aprovação da ONU. Enquanto Brasília pode manter apoio político a Teerã, bancos e tradings privadas tendem a seguir as normas americanas para evitar prejuízos, o que pode isolar o governo em sua postura política enquanto o setor produtivo se afasta do Irã por segurança financeira.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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