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EUA e Dinamarca fecham acordo sobre a segurança da Groenlândia

Atualizado em 19/09/2026 às 12:05 schedule 3 min de leitura visibility 40 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os Estados Unidos e a Dinamarca anunciaram nesta sexta-feira (18/09) um acordo relativo à segurança da Groenlândia, encerrando uma disputa diplomática provocada pelas ameaças do presidente americano Donald Trump de tomar a ilha à força. A Groenlândia faz parte do reino da Dinamarca, mas conta com governo autônomo.

Trump afirmou que o acordo concederá aos EUA "controle permanente sobre a segurança e todas as outras necessidades" da Groenlândia. Em publicação no Truth Social, disse que o pacto não terá "nenhum custo para os Estados Unidos" e dará ao país capacidade de "fazer o que for necessário" para garantir e defender a segurança da ilha. Segundo ele, o texto inclui cláusula pela qual nenhum adversário dos EUA pode manter presença militar ou "fazer investimentos sensíveis na Groenlândia sem nossa expressa aprovação por escrito".

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, confirmou que o acordo será assinado na Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima semana. Ela afirmou que o pacto "fortalece nossa segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte", ao mesmo tempo que "reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino e o direito do povo da Groenlândia à autodeterminação". Frederiksen acrescentou que o acordo ainda precisa da aprovação dos parlamentares e "terá de passar pelos trâmites legislativos necessários para entrar em vigor". O chefe do governo groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, disse ser "gratificante estarmos prestes a firmar um pacto que assegura e fortalece a segurança" da Groenlândia, da Dinamarca e dos EUA.

Nenhum texto do acordo foi divulgado. Segundo uma fonte do Departamento de Estado dos EUA que não quis se identificar, entre os dispositivos negociados há um trecho que estabelece que o documento não perderia a validade mesmo se a Groenlândia se tornar um país independente no futuro. A fonte afirmou que os EUA teriam poder unilateral para construir instalações militares adicionais, sem necessidade de aprovação da Groenlândia ou da Dinamarca, e que o acordo inclui "direitos de acesso permanente, de manutenção de bases e de sobrevoo". O texto também proíbe países que não pertencem à Otan de construir bases na ilha e impede que adversários façam investimentos que possam ameaçar os Estados Unidos, mencionando especificamente a Rússia e a China.

Sem a divulgação do texto oficial, não está claro em que o acordo difere de um pacto de 1951 com a Dinamarca, segundo o qual os EUA podem enviar para a Groenlândia quantas tropas desejarem. Os EUA já mantêm mais de 100 militares permanentemente na base de Pituffik, no noroeste do território. Trump afirma que a Groenlândia é essencial para seu plano de criar um sistema de defesa chamado "Golden Dome", voltado a proteger o país contra ataques de mísseis da Rússia e da China. A ilha possui vastas reservas, em grande parte inexploradas, de minerais de terras raras, cruciais para tecnologias como telefones celulares e veículos elétricos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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