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Eleições nos EUA podem levar a novo rali em Wall Street? JPMorgan aponta vencedores

Atualizado em 09/10/2026 às 10:05 schedule 4 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, se aproximam como um dos principais eventos políticos no radar dos mercados globais. Para o JPMorgan, o impacto sobre as ações tende a depender menos de uma vitória simples de democratas ou republicanos e mais da configuração final do Congresso. Em relatório de estratégia temática, o banco traçou três cenários: Congresso dividido, chamado de Gridlock; uma "onda azul", com democratas assumindo as duas Casas; e uma "muralha vermelha", na qual republicanos mantêm o controle da Câmara e do Senado.

O pano de fundo histórico é, em geral, favorável à Bolsa. Desde 1950, o S&P 500 apresentou valorização média de 1,3% no primeiro mês após as eleições de meio de mandato, 7,1% em três meses, 13,4% em seis meses e 14,6% em 12 meses, com mediana de 13,6% no horizonte de um ano. O banco ressalta, porém, que o mercado norte-americano chega à eleição com valorização anormalmente forte: o S&P 500 acumulava cerca de 60% desde o início do atual ciclo presidencial, acima do ganho médio de aproximadamente 39% de um mandato completo desde 1950, enquanto o Nasdaq 100 avançava cerca de 75%. Parte do potencial pós-eleição pode, assim, ser limitada pelo ponto de partida elevado.

No cenário de Congresso dividido, o JPMorgan vê redução de riscos políticos como principal fator positivo, com menor chance de mudanças profundas em saúde, regulação tecnológica e política energética. Defesa e infraestrutura aparecem como possíveis vencedoras, sustentadas por prioridades bipartidárias. A cesta do banco para esse cenário inclui ExxonMobil (XOM), Chevron (CVX), Amazon (AMZN), Eli Lilly (LLY), Broadcom (AVGO), Alphabet (GOOGL) e Meta (META).

Em uma "onda azul", o impacto seria limitado pela Casa Branca republicana, pelo poder de veto presidencial e pelo filibuster no Senado. Hospitais e planos de saúde expostos ao Medicaid estariam entre os beneficiários mais claros, assim como utilities de energia renovável e empresas de saneamento. A cesta inclui Baker Hughes (BKR), Centene (CNC), Tenet Healthcare (THC), DraftKings (DKNG), Salesforce (CRM), ServiceNow (NOW), NextEra Energy (NEE) e Xcel Energy (XEL).

Já na "muralha vermelha", o banco aponta ambiente favorável à infraestrutura de inteligência artificial, com possível expansão fiscal, desregulamentação e licenciamento mais rápido. Datacenters, geração e transmissão de energia, redes elétricas e gasodutos estariam entre os favorecidos, além de energia tradicional e nuclear, bancos regionais e defesa. A cesta republicana reúne nomes como SLB (SLB), Baker Hughes (BKR), GE Vernova (GEV), Amazon (AMZN), Bank of America (BAC), Citigroup (C), Palo Alto Networks (PANW), Alphabet (GOOGL), Meta (META) e empresas ligadas à defesa e infraestrutura.

O banco também analisou o comportamento histórico setorial desde os anos 1990. Semicondutores registraram desempenho relativo acumulado de 7,2%, software teve 4,2% e hardware de tecnologia, 3,7%. Bens duráveis e vestuário passaram, em média, de -0,6% no mês anterior à eleição para +2,9% no mês seguinte, enquanto telecomunicações saíram de +1,1% para -2,4%. Apesar do histórico favorável, o JPMorgan alerta que o mercado de opções parece incorporar apenas um prêmio modesto de risco eleitoral, com a curva do VIX abaixo dos níveis observados antes de eleições anteriores, e prefere posicionamento para alta da volatilidade antes da votação.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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