Ebola na RDC: escolas católicas se preparam para início do novo ano letivo
As escolas católicas da Diocese de Bunia, na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), se preparam para o início do ano letivo de 2026-2027 em meio à 17ª epidemia de Ebola que atinge o país. O calendário oficial, anunciado pelo Ministério da Educação Nacional, prevê a retomada das aulas para terça-feira, 1º de setembro, em todo o território nacional.
O coordenador diocesano das escolas católicas, padre Willy-Rogatien Dzaringa, afirmou que as unidades de ensino estão se organizando para abrir as portas na data estipulada. O protocolo de segurança inclui o reforço das medidas preventivas, a revitalização e ampliação das estações de lavagem das mãos e a instalação de termômetros a laser, conhecidos como scanners térmicos, em cada escola. Pontos de referência estabelecidos no ano letivo anterior serão responsáveis pelo relato diário das informações de saúde.
O sacerdote, no entanto, reconheceu limitações no sistema. Segundo ele, o financiamento para os equipamentos é insuficiente, especialmente nas zonas rurais, onde o número de dispositivos está longe de atender à demanda real. Além da estrutura sanitária, a diocese trabalha para tranquilizar as famílias, com campanhas de conscientização conduzidas pela Associação de Pais de Escolas Católicas (APEC), comitês de pais, paróquias e a rádio diocesana.
A situação é agravada pela insegurança crônica na região, que desestabiliza as escolas há cerca de oito anos. A coordenação diocesana afirma que tenta integrar crianças deslocadas pela violência, mas novos episódios de conflito interrompem o processo. A formação de professores e profissionais da educação, iniciada em maio e junho do ano anterior, continua durante as férias, com apoio da Cáritas diocesana e de parceiros humanitários.
Em relação aos testes clínicos contra a cepa Bundibugyo, o padre Dzaringa disse que as campanhas de vacinação geram esperança na população de Ituri, que cobra resultados efetivos no controle da disseminação do vírus. Ele também fez um apelo à OMS, ao governo congolês e a parceiros internacionais, incluindo o UNICEF, para que intensifiquem os esforços no combate à epidemia. Segundo a OMS, o surto atual se espalha mais rapidamente que os anteriores, com 4.449 casos confirmados e 2.061 mortes.
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