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Da Bolsa à renda fixa: veja os melhores ETFs para montar uma carteira vencedora

Atualizado em 07/09/2026 às 10:05 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os ETFs se consolidaram como uma forma prática de montar uma carteira diversificada sem sair da bolsa. Com uma única ordem no home broker, o investidor compra uma cesta de ativos, com liquidez diária e taxas de administração que variam de 0,03% a 0,60% ao ano entre os fundos que informam o custo. Hoje, a B3 lista ETFs de Tesouro Selic, debêntures, títulos atrelados à inflação, prefixados, ouro e commodities, além dos tradicionais índices de ações.

Levantamento do InfoMoney reuniu 20 ETFs negociados na B3 que aparecem nas carteiras recomendadas de setembro de três casas — BTG Pactual, XP Investimentos e Genial Investimentos — e os organizou pela função que cumprem na alocação. Com a Selic em 14% ao ano, patamar alcançado após corte de 0,25 ponto percentual em agosto, o caixa remunerado ocupa o centro das carteiras. A fatia em prefixados curtos subiu nas três casas, e a proteção cambial virou decisão declarada, em um mês em que Federal Reserve e Copom decidem juros no mesmo dia, 16 de setembro.

No caixa, a XP aloca 71,5% do total da carteira conservadora em pós-fixado. O BTG trocou o fundo que ocupava a posição pelo LIQB11, mudança que reduz o imposto de renda sobre ganho de capital de 25% para 15%. No crédito privado, o HGBR11, de crédito corporativo americano com grau de investimento e proteção cambial integral, é recomendado por BTG e XP, enquanto a Genial coloca o GICP11 como segunda maior posição da carteira de renda fixa.

Os prefixados são o consenso do mês. As três casas aumentaram a fatia, todas por veículos de prazo curto, com prazo médio em torno de dois anos. A lógica é travar a taxa atual e ganhar com a marcação a mercado se o ciclo de cortes continuar, com sensibilidade a juros menor do que a dos vencimentos longos, ainda pressionados pelo cenário externo e pelo risco fiscal doméstico. Na Bolsa, a exposição local é pequena em todas as carteiras. O BTG divide a posição entre um fundo de Ibovespa e um de exportadoras de commodities, como proteção cambial. A Genial abriu posição em BOVA11, e a XP faz a perna doméstica pelo DIVO11, de dividendos, tratado como instrumento defensivo.

Em ações internacionais, o BTG divide a fatia entre dois fundos de S&P 500, um com e outro sem proteção cambial. A XP usa um S&P 500 com hedge nos três perfis, e a Genial faz a perna global por tema, com semicondutores, após cortar o peso pela metade no mês por rebalanceamento. Onde as casas mais divergem é nos alternativos. A XP aloca em ouro sem variação cambial e em commodities nos perfis moderado e sofisticado. A Genial estreou o GBTC11, que segue um índice de paridade de risco entre ouro e Bitcoin com cerca de dois terços em ouro. O BTG mantém a fatia tática zerada, ante 5% na alocação estrutural.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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