— Carregando clima…
Última Hora
• Leilão do Banco Master oferta móveis de luxo e TVs de 98 polegadas • Ministro Dias Toffoli mantém Filipe Martins em regime de prisão fechado • Brasil diz ter convocado diplomata argentina para cobrar explicações sobre viagem de Flávio Bolsonaro • Oposição israelense acusa Netanyahu de tentar 'deslegitimar' as eleições com acusações de interferência estrangeira • Como tendência de compartilhamento de sangue pode estar alimentando nova crise de HIV • IA ganha espaço na compra de imóveis, mas afeta o papel dos corretores? • Doces ou travessuras? Gasolina mais cara afeta até Halloween nos EUA, diz Hershey • A guerra cultural entre China e Japão ganha um novo capítulo na TV • Leilão do Banco Master oferta móveis de luxo e TVs de 98 polegadas • Ministro Dias Toffoli mantém Filipe Martins em regime de prisão fechado • Brasil diz ter convocado diplomata argentina para cobrar explicações sobre viagem de Flávio Bolsonaro • Oposição israelense acusa Netanyahu de tentar 'deslegitimar' as eleições com acusações de interferência estrangeira • Como tendência de compartilhamento de sangue pode estar alimentando nova crise de HIV • IA ganha espaço na compra de imóveis, mas afeta o papel dos corretores? • Doces ou travessuras? Gasolina mais cara afeta até Halloween nos EUA, diz Hershey • A guerra cultural entre China e Japão ganha um novo capítulo na TV
Ver Todas

Como tendência de compartilhamento de sangue pode estar alimentando nova crise de HIV

Atualizado em 31/10/2026 às 12:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Fiji declarou estado de emergência nacional na semana passada em razão do aumento acelerado dos casos de HIV, tornando o arquipélago do Pacífico um dos principais focos de expansão da epidemia no mundo. Atualmente, cerca de um em cada 60 adultos no país vive com o vírus, proporção que era de um em cada 167 há cinco anos. Globalmente, estima-se que 41 milhões de pessoas tenham HIV, segundo a Unaids, agência da ONU para a Aids.

O agravamento da crise trouxe à discussão uma prática conhecida como "bluetoothing", que consiste em retirar sangue de alguém que acabou de consumir uma droga e injetá-lo em outra pessoa para que esta obtenha o mesmo efeito. Os usuários encaram o método como forma de economizar dinheiro, fazendo com que drogas intravenosas rendam mais. A prática também foi observada em países africanos, como Lesoto, Zimbábue e África do Sul.

Por se tratar de uma doença transmitida pelo sangue, a transferência entre pessoas sempre carrega risco de transmissão do HIV. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o procedimento cria "risco excepcionalmente alto" de contágio de outras infecções, incluindo hepatites B e C e infecções bacterianas graves. Compartilhar agulhas já é comum em Fiji, onde o acesso a equipamentos de injeção esterilizados pode ser difícil, e a chegada do bluetoothing sugere que a pobreza está entre os principais fatores por trás do comportamento de risco.

A extensão do problema e sua parcela de responsabilidade pela crise em Fiji são controversas. Após avaliação rápida realizada em dezembro do ano passado, a OMS afirmou haver poucas evidências de que a prática fosse generalizada no país: a pesquisa entrevistou 56 pessoas que injetavam drogas, das quais apenas duas relataram praticar o compartilhamento de sangue e quatro disseram ter presenciado a prática. Em 2024, o Ministério da Saúde de Fiji reconheceu o bluetoothing como um dos fatores que contribuíram para o aumento dos casos e, em janeiro, descreveu um surto de HIV como "crise nacional", anunciando um programa de distribuição de seringas e agulhas. Agentes comunitários de saúde, porém, sustentam que o problema é real e pressionam governos e agências a tratá-lo com seriedade.

Formas semelhantes de compartilhamento direto de sangue foram documentadas sob outros nomes, como o "flashblood" entre pessoas que injetam drogas na Tanzânia, segundo o diretor regional da Unaids, Eamonn Murphy, que ressalta não se tratar de uma "tendência global generalizada". No Lesoto, país com a segunda maior taxa de prevalência de HIV do mundo, o grupo Mokhosi oa Mangoana — "O Grito de uma Mãe" — relata ter identificado a prática em 2024 em imóveis abandonados usados para venda e consumo ilegal de drogas. Integrantes da organização defendem que a educação é o passo mais importante para impedir que as pessoas se envolvam com drogas e alertam que métodos de consumo menos conhecidos podem passar despercebidos em outros países.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Internacional Brasil diz ter convocado diplomata argentina para cobrar explicações sobre viagem de Flávio Bolsonaro Na linguagem diplomática, a convocação de um diplomata para prestar esclarecimentos é uma demonstração de… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra